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Som a pino
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Som a pino: ‘Um sujeito de sorte...’

Normal que artistas de bandas tenham seguido carreira solo, normal também que depois de um tempo voltem para banda. Movimentos

Roberta Martinelli, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2019 | 03h00

Em uma entrevista com Lulu Santos falando sobre a época que ele teve banda, perguntei como os conjuntos musicais contribuíram para a carreira solo e ele, rindo e brincando, disse “graças aos conjuntos eu decidi a carreira solo”. Normal que artistas de bandas tenham seguido carreira solo, normal também que depois de um tempo voltem para banda. Movimentos. Um clássico da música. Muitos artistas estão assumindo os dois, não sai de um, mas voa “sozinho” também. Sozinho entre aspas, pois em música qualquer voo solo é um trabalho de equipe. 

Vamos aos dois movimentos:

Movimento 1. Coletivo. A Maglore completou este ano 10 anos de carreira. A banda começou em 2009 na Bahia e “se estabeleceu num local muito legal do cenário. Foi intenso fazer isso pelas vias da música independente”, conta o cantor e compositor Teago Oliveira. São quatro discos, singles, turnês e recentemente um DVD comemorativo. 

Movimento 2. Individual. As composições de Teago ganharam novas vozes. A música Não Existe Saudade no Cosmos foi gravada por Erasmo Carlos. E Gal Costa e Pitty gravaram Motor, música lançada originalmente no disco Vamos pra Rua, da banda Maglore.

Mas a grande boa nova é que Teago Oliveira se prepara para lançar o primeiro disco solo Boa Sorte (sim, eu desejo para ele, mas é o nome do disco). “Fazer um disco solo sempre foi uma vontade latente (de ir e voltar, mesmo), principalmente com o fato de que na Maglore, banda que faço parte, construímos um universo estético que faz sentido para a banda como um todo. Me aventurar em outros universos sempre foi uma vontade e, honestamente, com o passar do tempo, canções antigas e caminhos novos que não enxergava na Maglore quase me pediam pra que eu criasse vida”, explica Teago. 

E assim foi. Dia 30 de agosto sai o primeiro single Corações em Fúria (meu querido Belchior) e o disco completo está previsto para 17 de setembro em todas as plataformas. 

Boa Sorte é um disco que em sua superfície é leve, mas que se adensa no profundo das questões que trago sobre um tanto de coisas diferentes, presentes nas letras: o amor, a separação, nosso lugar no mundo, nosso lugar como gente, a nostalgia de lugares afetivos que nos acomete, os sentimentos de depressão, os impulsos vívidos e eufóricos de novas descobertas, a necessidade de enfrentar os tempos de hoje de maneira dura, “pero sin perder la ternura jamás” (Ernesto foi feliz nessa frase), tudo isso dentro de um mundo que vemos mudar de forma grotesca, com tantas questões sensíveis, um tempo de luta, de descrença e, ao mesmo tempo, de esperança, onde o que nos resta agora é quase que isso: um boa sorte”.

Para nós todos. 

Música da semana

Gravidade Zero

Parceria de Tulipa Ruiz com João Donato. A faixa está no compacto com duas músicas e tiragem limitada lançado pelos dois. Essas duas canções surgiram nos ensaios para o encontro deles no Festival Bananada, que aconteceu no fim de semana passado, em Goiânia, no dia do aniversário de 85 anos dele. Viva! 

 

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