ANA ALEXANDRINO
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Som a Pino: ‘Noite estranha, geral sentiu’

Letícia Novaes é daquelas pessoas que desperta interesse, sempre

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2017 | 02h00

Hoje, conto um pouco de Letícia Novaes: uma artista mulher poderosa que eu admiro muito e tive o maior prazer de escrever o release do disco, que sai na semana que vem e é o primeiro disco solo dela depois da banda Letuce (banda carioca que ela teve com Lucas Vasconcellos e que terminou no ano passado). 

Foi por intermédio da banda que conhecemos Letícia cantora, compositora, atriz, escritora, artista – ela é daquelas pessoas que desperta interesse, sempre. Ou como a própria diz – “nunca passa batida na festinha”. 

Ontem, foi lançado o primeiro single com um clipe da música Coisa Banho de Mar e na semana que vem sai o disco que leva o nome de Letrux em Noite de Climão. Com produção da própria Letícia, Arthur Braganti e Natália Carrera. O disco narra a saga desastrosa romântica de Letrux, personagem vivido por ela, e também por mim e por você. Afinal, de alguma maneira e com suas variáveis pessoais, toda história de amor desastrosa tem pontos em comum. Brindemos.

As expressões e a escolha das palavras na composição são tão charmosas, tão únicas, que incentivam o ouvinte a pegar cada lance. A voz, a melodia, o canto falado, a fala, tudo isso a aproxima muito do ouvinte, temos a impressão de que ela é uma grande amiga. E talvez ela seja.

Tenho vontade de citar aqui frases de cada música para que você entenda minha admiração e assim farei: “Tô louca pro mundo acabar. Tô louca pro mundo começar. Tô louca pro mundo”, “amor fantasma camarada”, “que brutal esse caldo que você me deu”, “eu te vi nas artes plásticas”, “noite estranha, geral sentiu”, “antes do amor ser bom ele é tão ruim”, “eu só queria dormir e acabei me apaixonando, eu só queria me apaixonar e acabei dormindo” e jogos assim. Ela brinca com as palavras, com a melodia e com a cena. 

O disco foi feito por financiamento coletivo, um modo muito utilizado hoje, no qual o artista oferece recompensas como o disco ou ingressos para o show. Tudo isso para arrecadar a grana necessária para a realização do trabalho. 

Mas Letícia faz isso de uma maneira mais encantadora que o usual e as recompensas foram: Piquenique com violão, festa no camarim, colagens e até (confesso que comprei esse) mapa astral feito por ela. Tudo isso faz com que Letrux em Noite de Climão seja aguardado demais. Outro ponto é que quando a banda que ela teve acabou todo mundo chorou e teve medo de nunca mais vê-la no palco, de nunca mais ouvir uma música dela. 

Mas 2017, como todos já notaram, é ano de climão, estamos vivendo nele, então nada melhor do que passar uma noite com Letrux, uma noite em que “a fossa dança e o gozo dói”. 

MÚSICA DA SEMANA

Coisa Banho de Mar

Do disco Letrux em noite de Climão, a música lançada ontem, a primeira amostra do que será o disco. Tiro uma frase da canção de contexto e coloco no que deve ser a sensação de lançar o primeiro trabalho solo, depois de três discos com a antiga banda: “O mesmo banho de mar, mas agora outra pele pra secar”. Chega logo Letrux! 

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