Marcos Hermes
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Som a Pino: ‘Baba, baby...’

Maria Gadú está celebrando 20 anos de carreira com uma turnê que passa por São Paulo, nesta sexta, 9, e sábado, 10, no Sesc Pompeia

Roberta Martinelli, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2019 | 02h00

Uma vez, eu entrevistei o cantor e compositor Wado e ele me disse uma frase que vira e mexe eu repito ou me pego pensando: “Eu nunca acertei o suficiente para ter que me repetir”. Frase forte e tão complexa. Pois, por esse lado que alegria é não acertar tanto. Um artista quando “acerta” e faz muito sucesso de cara, às vezes, passa a carreira fazendo o mesmo para não decepcionar. Mas, ahhh que decepção, não é? E que chatice ter que manter um modelo para não arriscar perder público. E não arriscar e ficar no mesmo não perde público? 

Hoje eu vou escrever sobre uma cantora que conheceu o sucesso logo de cara. Antes, tocou na noite em bares e restaurantes. Mas o reconhecimento veio logo. Vendeu muitos discos. Ficou superconhecida. Gravou com um dos seus grandes ídolos. Foi trilha sonora de novela. Sucesso absoluto em rádio. Fez hits, daqueles que todo mundo canta junto. E depois, diferentemente da maioria que passa por isso, ela se arriscou.

Escrever ‘arriscou’ no passado é até um erro enorme, pois ela está se arriscando, experimentando, trocando, refazendo e repensando. É uma superartista, daquelas que  te deixam boquiaberta quando você vê ao vivo. Além de ter um coração enorme, ser militante de tantas causas essenciais, sensível de impressionar e forte pacas. Você conhece ela, eu sei. Eu estou falando de Maria Gadú. Aí você me pergunta “A do Shimbalaiê?” Também! Mas de tantas outras coisas que você ainda precisa conhecer, caso não conheça.

Maria Gadú está em turnê celebrando 20 anos de carreira tocando as músicas dos discos com arranjos originais. No repertório tem um pouco de cada trabalho: o primeiro álbum homônimo de 2009 (que lhe rendeu a posição de destaque), o Mais Uma Página de 2011, e o Guelã de 2015, além de canções de outros artistas e uma música que ela nunca toca que é Sonhos Roubados, feita para a trilha sonora do filme homônimo de Sandra Werneck. 

“São 20 anos trabalhando com música. Vinte. Palcos grandes, pizzarias, festivais, aniversário da filha da prima da amiga da minha avó, ao lado de ídolos, com os maiores amigos. Vintão”, escreveu a cantora em sua conta no Instagram ao anunciar os shows comemorativos.

Motivos não faltam para comemorar. Um deles é estar de volta em uma série de shows.

A estreia da turnê aconteceu no fim de semana passado no Circo Voador, no Rio de Janeiro e este fim de semana chega a São Paulo, dias 9 e 10 de agosto no Sesc Pompeia. 

Gadú faz o que todos nós deveríamos fazer, volta em sua história e não a esquece para então seguir em frente. Em breve, vem o disco comemorativo e o próximo e tão aguardado trabalho.

MÚSICA DA SEMANA

​Um Corpo no Mundo

A cantora e compositora Luedji Luna lançou, no fim de semana, o disco Um Corpo no Mundo em vinil. O disco de estreia, que lhe rendeu muitos shows, turnês, prêmios e um público encantado agora pode ser colocado na vitrola. Esse disco é daqueles que quanto mais você ouve, mais gosta. 

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