Skank lança "Maquinarama" em SP

A banda mineira apresenta nessa quinta à noite show de lançamento do disco gravado no estúdio montado no quintal da casa da mãe do baterista. Dita assim, de supetão, a frase não significa nada - afinal, quantas bandas iniciantes usam quintais e garagens para driblar a falta de recursos tão comuns ao anonimato.Agora, se o nome Skank for acrescido à informação, a coisa muda totalmente de figura. Por que uma das bandas mais bem-sucedidas do pop nacional trocou o conforto dos estúdios de última geração pela "falta de recursos" do quintal da mãe do baterista Haroldo Ferreti? "Normalmente, faziamos a pré-produção nesse estúdio e, depois, íamos para o Rio ou para São Paulo gravar e isso comprometia a espontaneidade", revela o guitarrista e vocalista Samuel Rosa.Rosa conta que a pressão imposta pelo cronograma, sempre apertado, dos grandes estúdios foi fundamental para que a banda optasse pelo modo lo-fi de gravação do quinto álbum, Maquinarama (Sony). "É muito ruim trabalhar com tempo determinado, acabávamos ficando em função do relógio", diz o guitarrista. Ele conta que já se viu com apenas quatro dias gravar as vozes de discos como O Samba Poconé ou Siderado. "Eu ficava com dor nas costas de tanta tensão, não há tecnologia de ponta que pague isso.´´Livres da ditadura do cronograma tecnológico e trabalhando na cidade natal, a banda aparou excessos - não há naipe de metais e a percussão aparece sutil - e cunhou um disco urgente, muito próximo ao que pode ser visto em palco. Um material bruto. "Costumo dizer que Maquinarama é o disco do Skank que tem mais do Skank´´, define o tecladista Henrique Portugal. "Há uma participação maior de todos no disco", lembra o baixista Lelo Zaneti.Segundo os músicos, a espontaneidade é a principal característica do álbum produzido por Tom Capone e Chico Neves. "A aceitação tem sido bastante positiva, as pessoas parecem ter entendido a nossa viagem", diz Rosa.Para o show de lançamento do CD, no Olympia, o guitarrista promete um repertório que mescla as canções do novo disco e sucessos dos trabalhos anteriores. "Será um apanhado da nossa carreira", adianta. "Teremos também o cenário psicodélico assinado pelo Gringo Cardia, estamos motivadíssimos."Skank. Quinta-feira, às 22 horas, no Olympia. Rua Clélia, 1.517, tel. 3675-3999. Ingressos: de R$ 30 a R$ 60

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