Skank faz último show de "MTV ao Vivo"

É como uma final de campeonato em que o time vencedor sai da lanterna da tabela, prova que tem um bom conjunto em campo e passa a golear seus adversários a cada partida. O Skank trabalhou como poucas bandas nos últimos dois anos. Fez exatos 253 shows desde que lançou o disco Maquinarama, recebeu elogios e convenceu boa parte da crítica sobre a qualidade de suas novas canções.O show que fará amanhã no Credicard Hall será o último da temporada do disco mais recente, Skank MTV ao Vivo, que saiu há um ano junto com o DVD e vendeu 500 mil cópias. Chega o momento do balanção antes de o grupo entrar em estúdio para começar a fazer um disco inédito. Ainda há forças, segundo seus integrantes, para tocar pela trilhonésima vez Garota Nacional, Jackie Tequila e Pacato Cidadão.O baixista Lelo é quem fala sobre a sensação de passar tanto tempo na estrada. "Se houver insatisfação com relação a alguma música, é melhor não fazer. Tocar muito estas canções não é algo que perturbe o Skank. O mais desanimador é uma programação malfeita." Lelo refere-se a uma temporada conturbada em que a banda fez o trajeto interior de Minas Gerais/interior do Mato Grosso duas vezes em cinco dias. Os mineiros de Belo Horizonte chegaram a fazer 20 shows por mês, experiência que não pensam em repetir."Fazer entre oito e dez shows por mês é o ideal", diz Lelo. A virada do Skank com relação à forma como sempre foi tratado pelos críticos veio com Maquinarama, de 2000. O foco nas canções e rocks sessentistas, em substituição ao reggae ultrapop de seus trabalhos anteriores, fizeram o grupo ganhar novas considerações. "Não negamos o passado. O Skank de Garota Nacional é o mesmo de Skank de Resposta", disse Samuel Rosa em uma entrevista ao JT no começo do ano.A aprovação das mudanças não vieram só em críticas de revistas e jornais. Quando a banda começou a montar o repertório para gravar o Skank MTV ao Vivo, abriu uma votação pela Internet para saber quais músicas seus fãs queriam no disco. Não deu outra: "Resposta foi a mais votada de todas", lembra Lelo.Foi a comprovação de que o Skank, quando quer fazer pensar, pode funcionar mais do que quando repete a velha fórmula do fazer tirar os pés do chão.Um novo disco será preparado para o primeiro semestre de 2003. Virá apenas com músicas inéditas que ainda não começaram a ser gravadas. "Sabe como mineiro é né? Não adiantamos nada sem estar confirmado", diz o baixista. O primeiro single novo será lançado em março. Uma temporada pela Europa também está sendo negociada para o próximo ano. Definitivamente na primeira divisão, o Skank tenta se manter longe da zona de rebaixamento.Skank. Amanhã, às 22h. Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.955. Tel. 6846-6000) Ingressos: de R$ 40 a R$ 100.

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