Shows lembram 30 anos de Pixinguinha

Desde sua morte em 1973, quandosofreu um enfarte dentro de uma igreja no Rio de Janeiro, ocompositor, maestro, arranjador, flautista e saxofonistaPixinguinha deixou uma legião de discípulos pelo País. Dozedeles resolveram se apresentar em trios, compondo o encontroNovo de Novo: O Brasil de Pixinguinha, que será realizadodentro da série Terças Musicais do Centro Cultural Banco doBrasil, em São Paulo. Até o fim do mês, ocorrerão apresentaçõessemanais às 13 horas e 19h30. O projeto foi idealizado pelo cantor e ator CarlosCareqa que, além de reverenciar o músico popular mais importanteda primeira metade do século passado, que determinou a formafutura da MPB na composição, nos arranjos e na execuçãoinstrumental, decidiu também promover a diversidade inspiradapela obra do músico. "O Brasil de Pixinguinha é extenso",justifica o músico. No programa, constam tanto composiçõespróprias como as que marcaram a carreira de Pixinguinha. As apresentações pretendem revelar a heterogeneidade daprodução musical contemporânea, além da experimentação que aobra de Pixinguinha já sugeria no início do século passado,cruzando o País de ponta a ponta. Assim, as vozes de São Pauloserão representadas por Dante Ozetti, André Abujamra, MárioManga, Marcelo Quintanilha e Itamar Assumpção. Da região sul, vêm o gaúcho Vitor Ramil, o catarinenseCarlos Careqa e o paranaense Arrigo Barnabé que, instalado emSão Paulo nos anos 80, promoveu, ao lado de Itamar Assumpção, umtributo vanguardista ao grande autor com o Projeto Pixinguinha. As vozes e os arranjos do Nordeste serão representadospelos baianos Tom Zé e Péri e o cearense Belchior. E a prova daherança musical será representada pela presença do cariocaMarcelo Vianna, neto de Pixinguinha. "Se Itamar e Arrigolideraram a renovação da música brasileira com texto e músicainstigantes, Tom Zé e Belchior também deram origem a um certoclassicismo dentro da arte de fazer canções no Brasil",justifica Careqa. Esse foi um dos principais motivos da organização doprojeto, segundo ele: Pixinguinha, que se chamava Alfredo daRocha Vianna Filho, preocupou-se também com a qualidade damúsica popular brasileira do início do século passado,especialmente na definição de um dos mais estilos maisrequintados: o chorinho. Os encontros começam amanhã, quando o palco será ocupadopor Tom Zé, Marcelo Vianna e Carlos Careqa. Cada um deverácantar durante 30 minutos e os dois primeiros já acertaram umaforma de trocar o bastão: depois de anunciar o colega, Tom Zécanta o refrão do samba-afro "Yao", de Pixinguinha, permitindoa entrada de Vianna. Na próxima terça-feira, o show será de Arrigo Barnabé,Mário Manga e Dante Ozetti; no dia 18, sobem ao palco Belchior,André Abujamra e Marcelo Quintanilha; e, no dia 25, ItamarAssumpção, Vitor Ramil e Péri. Serviço - "Novo de Novo: O Brasil de Pixinguinha".Shows às terças-feiras, às 13 horas e às 19h30. Amanhã,apresentação de Tom Zé, Marcelo Vianna e Carlos Careqa. R$ 3,00(estudantes) e R$ 6,00. Centro Cultural Banco do Brasil. RuaÁlvares Penteado, 112, tel. (11) 3113-3651. Até 25/2.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2003 | 18h18

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