Show leva 5 mil ao Auditório do Ibirapuera

Ao som de Samba do Avião, música de Tom Jobim, o pianista Marcelo Bratke e o percussionista Naná Vasconcelos encerraram o primeiro show aberto ao público realizado no Auditório do Ibirapuera, na tarde de domingo.Segundo a Guarda Civil Metropolitana, de 5 mil a 8 mil pessoas assistiram ao espetáculo. "Esperava mais gente. Mas o lugar é maravilhoso. Muito elegante", disse Naná.Talvez o sol forte do meio-dia tenha desestimulado alguns. Quem chegou cedo conseguiu um bom lugar à sombra. Como ocorreu com o casal de aposentados Wilma e Tarcísio Barroso, que foi ao parque para conhecer a obra de Oscar Niemeyer e assistir ao show. "Chegamos mais cedo para visitar o auditório e conseguimos esta sombra", disse Wilma, que levou duas cadeiras de praia. "Fiquei encantada com o auditório, principalmente com a obra da Tomie Ohtake. Achei genial também esta porta-guilhotina. Este auditório foi um presente para o público do parque." "É sensacional ver como uma obra de 50 anos pode ser tão contemporânea", elogiou Bratke, referindo-se ao projeto de Niemeyer, que levou quase meio século para sair do papel.O novo espaço para shows no Ibirapuera tem capacidade para um público menor se comparado à Praça da Paz, que freqüentemente recebe 100 mil pessoas. No auditório, as apresentações podem ser vistas por 800 pessoas sentadas e 15 mil do lado de fora. Mas essa área externa é mais arborizada do que a praça. "Agora temos um lugar definitivo, não improvisado, para a realização de shows", defende o presidente do Instituto Música Para Todos, Mario Cohen. O instituto é responsável pela administração do auditório. O espetáculo de ontem foi uma mostra do projeto para a programação do espaço. "Faremos shows diferentes dentro e fora. Para os externos, a tendência é fazer a ponte entre o erudito e o popular, como foi o de hoje", explicou Cohen.

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