Noturnall mostra repertório consistente e teve a participação da mãe do vocalista

Noturnall mostra repertório consistente e teve a participação da mãe do vocalista

Apresentação no Rock in Rio não teve segredo. Foi simples, rápida e cheia de falsetes endiabrados do vocalista Thiago Bianchi

João Paulo Carvalho, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2015 | 16h07

O show do Noturnall, primeira banda a se apresentar na tarde deste sábado, 19, no Rock in Rio, mal havia começado quando uma legião de fãs já gritava pelo nome do grupo.

Com 2 anos de estrada, o conjunto é formado por quatro ex-integrantes do Shaman: Thiago Bianchi (vocal) Léo Mancini (guitarra), Fernando Quesada (baixo) e Junior Carellipor (teclado). Já Aquiles Priester (bateria) pertencia ao Angra.

Agudos estridentes e guitarras pesadas, como manda o figurino do metal progressivo, ditaram o tom da apresentação cheia de gás no Palco Sunset. 

O repertório consistente do grupo conseguiu prender a atenção até mesmo de quem não era muito fã do gênero mais pesado. A apresentação do Noturnall não teve segredo. Foi simples, rápida e cheia de falsetes endiabrados do vocalista Thiago Bianchi.

Canções do disco Back to Fuck You Up!, lançado neste ano, foram maioria no set e, no geral, agradaram bastante.

O Noturnall, que tem dois discos na bagagem, é uma das apostas do metal progressivo nacional e o quinteto mostrou isso em um show consistente na abertura do chamado dia do metal, na sexta edição brasileira do Rock in Rio.

O cover de Cowboys From Hell, da banda Pantera, alavancou ainda mais o animo do público modesto que chegava à Cidade do Rock por volta das 15h30. "Somos todos Cowboys From Hell", gritou Thiago.

Outro ponto alto do show foi a presença da mãe do vocalista Thiago Bianchi, Maria Odette, no palco. Os dois cantaram juntos a música Woman in Chains, clássico do Tears for Fears

Maria Odette foi uma cantora importante da era dos festivais de música brasileira  e uma das responsáveis pelo lançamento de Caetano Veloso como compositor, ao defender Boa Palavra, em 1966, no II Festival da Música Popular da TV Excelsior.

Michael Kiske, que eternizou sua voz à frente da banda Helloween, também participou do show para o delírio dos fãs do metal e chegou a se emocionar.

 

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