Show de Roger Waters agrada fãs em SP

Com um atraso de cerca de 20 minutos, um clima pacífico e certo preciosismo por parte dos fiscais da Prefeitura de São Paulo, teve início às 21h50 da noite desta quinta-feira o show do ex-líder da banda inglesa Pink Floyd, o baixista Roger Waters, no Estádio do Pacaembu. Pouco mais de 60% da lotação do estádio estava completa no horário do início do show, com muitas cadeiras vagas nas áreas do gramado antes do início da primeira música, In the Flesh.O ritual de isqueiros acesos comprovou a grande expectativa dos fãs da banda, que esperaram 35 anos para ver um dos integrantes do mítico conjunto inglês, criador de termos como ?space rock? e um dos precursores do chamado rock progressivo. Por volta das 17h30 de ontem, fiscais da Prefeitura expulsaram ambulantes que vendiam bebidas, comida, cervejas e refrigerantes. Não era permitida a presença deles em um raio de 500 metros ao redor do Estádio do Pacaembu, o que gerou protestos do lado de fora do estádio, mas nenhum incidente sério até o início do espetáculo. A CET bloqueou as entradas do estacionamento da praça Charles Miller, permitindo apenas a entrada de veículos da imprensa, polícia e bombeiros. Desacostumados com o esquema, os espectadores demoraram a encontrar estacionamento nas vizinhanças.O estudante Geraldo Cruz Rodrigues Junior, de 20 anos, chegou ao Estádio do Pacaembu por volta das 8 horas de ontem, para garantir um bom lugar na arquibancada. Ele era o primeiro da fila, junto com o amigo Luciano Duarte de Brito, de 17 anos. Os dois cabularam aula e pegaram três ônibus, vindos de Santo Amaro, para conferir o show. ?Ouço Pink Floyd há 12 anos. Assisti três vezes o vídeo com o show que o grupo fez em Berlim e nas três vezes eu chorei?, disse Rodrigues, empolgado. ?Vou voltar ao show de amanhã?.A família Lacerda veio de Belo Horizonte, Minas, para conferir de perto a performance de Roger Waters no palco. O precursor da devoção ao Pink Floyd na família foi o patriarca, o comerciante José Jorge Lacerda, de 45 anos. Lacerda trouxe a mulher e os dois filhos a tiracolo. Hoje, todos eles apreciam o som do grupo progressista. ?Gosto da banda desde que ela surgiu, por causa das letras de suas músicas. Eles também faziam arranjos musicais com guitarras, o que hoje se faz com teclados?.Alguns famosos também compareceram ao espetáculo. ?Sou fã de carteirinha do Pink Floyd e estou realizando meu sonho de adolescente?, conta Virna, jogadora de vôlei. ?É um show completo e está valendo a pena, mesmo não sendo o Pink Floyd?, acrescenta a atriz Milla Christie.Além de In the Flesh, Waters tocou, no início do show, clássicos do Pink Floyd, como Another Brick in the Wall e Mother. Além da presença de músicos como os guitarristas Snowy White e Andrew Fairweather-Low, o forte do espetáculo foi a presença do trio de vocalistas de apoio, virtuosos e bem treinados para reproduzir as mini-árias da ópera-rock de Waters, The Wall. Um dos pontos altos do show foi com a canção Wish You Were Here Here, quando o público cantou junto com Waters a letra inteira, o que proporcionou um espetáculo a parte. Shine on You Crazy in the Diamond encerrou a primeira parte do show.Para o show da noite desta sexta-feira, no mesmo local, o segundo em São Paulo e o último da turnê brasileira, a organização informou que ainda há ingressos à venda para todos os setores.

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