Show de Gilberto Gil inaugura hoje o Vivo Rio

Um projeto da década de 50 que jamais saíra da gaveta foi finalmente resgatado e transformado na mais nova casa de espetáculos da cidade. Construído junto do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, com investimentos de R$ 25 milhões, o Vivo Rio é do grupo paulista Tom Brasil, que faz seu primeiro empreendimento em solo carioca. A inauguração será nesta sexta-feira, com show de Gilberto Gil e convidados. O traçado é o original, do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, que projetou o MAM seguindo os preceitos modernistas (o paisagismo foi assinado por Burle Marx). O prédio do museu foi inaugurado em 1958, mas o projeto completo, que já previa a casa de shows, nunca foi finalizado. Como a construção é tombada e, portanto, não pode ser descaracterizada, o Vivo Rio teve de seguir o que determinava o plano de Reidy, explica Paulo Amorim, um dos proprietários (o outro é Gadston Tedesco). Ele conta que a idéia de vir para o Rio, depois de 11 anos em São Paulo, existia desde 2001. Amorim queria encontrar um espaço na zona sul, e não na Barra da Tijuca, na zona oeste, onde fica a maior casa de espetáculos da cidade (e também da América Latina), o Claro Hall. O problema era achar um terreno de grandes proporções, coisa raríssima na região. Foi o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, quem deu a dica de procurar o MAM. "Nós nos reunimos com a diretoria do museu e vimos que o projeto do Reidy era lindíssimo e nunca havia sido executado. A partir dali, foi uma maratona", lembra Amorim. "O museu fica no melhor ponto possível, um lugar maravilhoso, de fácil acesso, um cartão-postal da cidade. O projeto foi totalmente respeitado. Estamos muito orgulhosos." A Vivo adquiriu (por R$ 18 milhões, por um período de seis anos) o direito de ter seu nome integrado ao do empreendimento. Com capacidade para 2.600 pessoas sentadas ou 5 mil em pé, o Vivo Rio tem 11 mil metros quadrados de área construída. Foram 15 meses de obras, 84 mil metros de fios e cabos instalados e 6 mil metros cúbicos de concreto utilizados. Se, por fora, a casa segue as linhas modernistas (Reidy foi um dos pais do modernismo à carioca, tendo participado de um de seus edifícios-símbolo, o Palácio Gustavo Capanema, no centro), por dentro a casa tem tecnologia de ponta de som e luz, diz Amorim. New Order e B.B. King A programação, que promete ser eclética, ficará a cargo da mesma equipe do Tom Brasil. Em novembro e em dezembro, além de shows de Gil, que dividirá o palco com Sandy e Junior, Maria Rita, Adriana Calcanhotto e Ivete Sangalo, estão programadas apresentações de New Order, Lenine, Arnaldo Antunes, Maria Bethânia, B.B. King, Simone e Zélia Duncan, entre outros.

Agencia Estado,

10 Novembro 2006 | 12h02

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