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Sharon Jones morre aos 60 anos

Cantora de soul lutava contra um câncer de pâncreas

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2016 | 00h00

A cantora de soul e blues Sharon Jones, 60, morreu na noite desta sexta-feira, 18. Ela lutava desde 2013 contra um câncer no pâncreas. “Nós estamos profundamente entristecidos ao anunciar que Sharon Jones faleceu após uma batalha heroica contra o câncer de pâncreas”, diz um comunicado no perfil oficial da cantora, no Faceboook.

Sharon havia vindo para o Brasil, pela última vez, para um show na casa Bourbon Street, no ano passado. Mesmo em pleno tratamento, ainda com as rejeições do organismo ao tratamento quimioterápico, como a queda de cabelo, ela subiu no palco e fez uma apresentação alucinante. Fruto da retomada do soul da década de 2000, Sharon trazia a força de Tina Turner do início de carreira. Sua voz era grande, seu repertório seguia a cartilha dos anos 1970, reforçado pela banda Dap-Kings, e ela brincava com o público. Era amada nos Estados Unidos.

Foi uma lady mesmo quando cedeu a base de sua banda para a gravação do antológico disco Back to Black, de Amy Winehouse. “Amy é um grande talento e fiquei contente que os rapazes tenham contribuído para o sucesso do disco dela”, disse, cheia de diplomacia. “Toda essa coisa em relação a Amy foi muito boa para que o meu trabalho e o do Dap-Kings ficasse mais conhecido.”

Sharon Jones nasceu em Augusta, Geórgia, a mesma terra de James Brown, rei maior do universo da soul music. Ainda criança, ao lado dos irmãos, Sharon tentava imitar os passos de Brown. Só no final dos anos 1990, depois de várias formações nos anos 1980 e de cantar muito em igrejas nos anos 1970, ela aparece em uma sessão soul como voz de apoio da lenda do funk, Lee Fields. 

O câncer foi o único desafio que Sharon não venceu. Depois de ouvir das gravadoras que não conseguiria ser ninguém, dentre outras coisas, por ser “baixinha demais” e “velha demais”, Sharon se tornou uma expressão das mais respeitadas no novo soul. 

Ao ser diagnosticada com câncer na vesícula biliar, afastou-se brevemente dos palcos para retornar com o disco Give The People What They Want, em 2014. Foi quando passou a fazer shows como fossem todos os últimos de sua vida. 

 

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