REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo
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Shakira se une à crescente lista de artistas que venderam seus catálogos musicais

Há algumas semanas, Bob Dylan, Neil Young e Lindsay Buckingham também repassaram os direitos de suas composições

EFE, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 13h04

A cantora Shakira entrou para a crescente lista de artistas e compositores de primeira linha que decidiram vender seus catálogos de música, um time que nas últimas semanas reúne nomes como Bob Dylan, Neil Young, Lindsay Buckingham, ex-Fleetwood Mac.

No caso da colombinana, a destinatária de 100% dos direitos de repertório, cerca de 145 músicas, é a companhia britânica Hipgnosis Songs Fund, empresa responsável por gestão de propriedade intelectual de música, cofundada em 2018, por Nile Rodgers e Merck Mercuriadis. "Me sinto honrada em escrever músicas que me deram o privilégio de me comunicar com os outros, de ser parte de algo maior que eu", afirmou a cantora em um comunicado. 

Sem revelar detalhes sobre a operação, a empresa confirmou a incorporação de Shakira em seu catálogo, que inclui Dave Stewart (Eurythmics), Debbie Harry (Blondie), Chrissie Hynde (Pretenders), The Chainsmokers e Mark Ronson.

Nas últimas semanas, a empresa também negociou 50% dos direitos sobre o repertório de Neil Yong, cerca de 1.180 músicas por US$ 50 milhões.

Em dezembro foi a vez de Bob Dylan. Ele anunciou a venda dos direitos de 600 músicais para o grupo Universal Music Publishing por uma soma de US$ 250 milhões.

O impacto nos catálogos

Segundo especialistas, o maior número de operações desse tipo registradas nas últimas semanas teria a ver, por um lado, com a paralisação das viagens por um ano devido à pandemia covid-19 (uma de suas principais fontes de rendimento) e, por outro lado, com a chegada à Casa Branca do democrata Joe Biden e o eventual aumento dos impostos que incidem sobre o aumento de capital.

Por outro lado, a valorização dos direitos musicais por conta do papel predominante que passaram a ter as plataformas de streaming. De acordo com uma estimativa publicada pelo The Wall Street Journal, os catálogos de música estão sendo reavaliados ano a ano, a ponto de um repertório pelo qual se pagariam 41 mil euros agora pode ser avaliado em uma faixa ampla de 4 milhões a 40 milhões.

 

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