Shakira pode liderar campanha contra câncer de pele

Ambientalistas venezuelanos pediram à cantora colombiana Shakira, que chegará nesta quinta-feira a Caracas, que lidere uma campanha informativa mundial para prevenir o aumento de casos de câncer de pele provocados pela destruição da camada de ozônio. Shakira é uma das cantoras em evidência do ano. Foi a grande vencedora do Grammy Latino e conquistou cinco troféus na cerimônia da última sexta-feira, entre eles o prêmio de gravação do ano por La Tortura, parceria com Alejandro Sanz, álbum do ano e melhor álbum pop feminino, por Fijación Oral Vol. 1. O promotor da criação do "Ano Internacional da Camada de Ozônio", Eriq Quiroga, quer que Shakira assuma, como embaixadora da boa vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a liderança de uma campanha que eduque as crianças sobre o perigo das radiações ultravioleta e como se proteger delas. Quiroga afirmou que a embaixada colombiana na Venezuela aceitou entregar o pedido por escrito à cantora, que em 11 de novembro fará um show em Caracas. O ambientalista lembrou que em 2007 será comemorado o "Ano Internacional da Camada de Ozônio" e considerou oportuno aproveitar esta oportunidade para divulgar entre as crianças os "gravíssimos riscos" da destruição do ozônio e da exposição direta ao sol. Campanha de preteção às crianças Quiroga considerou que se pode complementar esta celebração com a decisão de declarar 2007 o "Ano para a Prevenção do Câncer de Pele nos Meninos e Meninas". A declaração deveria estar acompanhada por ações concretas da ONU, de organismos internacionais e ONGs para orientar a população, e especialmente as crianças, sobre os riscos à saúde humana da destruição da camada de ozônio. Quiroga lembrou que o tamanho do buraco da camada de ozônio sobre a Antártica nos primeiros dias de outubro atingiu o tamanho recorde de 29,5 milhões de quilômetros quadrados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento de casos de câncer de pele está diretamente relacionado com a deterioração da camada de ozônio. Dados do organismo, citados por Quiroga, advertem que 60 mil pessoas morrem ao ano pela exposição à radiação ultravioleta e muitas destas mortes poderiam ser evitadas com medidas simples de proteção.

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