Sexteto estréia com Piazzolla, Brahms e Strauss

O Sexteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) faz amanhã, às 21 horas, no Teatro São Pedro, em São Paulo, sua primeira apresentação, com peças de Astor Piazzolla, Johannes Brahms e Richard Strauss. Antigo projeto da diretoria da Osesp, o grupo é composto pelos violinistas Andréa Campos e Matthew Thorpe, pelos violistas Peter Pas e Tânia Kier e pelos violoncelistas Douglas Kier e Marialbi Trisolio.O ponto de partida do projeto ocorreu durante o 1º Festival de Música nas Montanhas de Poços de Caldas, em janeiro. "Há muito tempo queríamos fazer música de câmara, mas, com o trabalho na orquestra, faltava tempo", diz Marialbi. "Então, quando estávamos no festival, tivemos a oportunidade e adoramos." A intenção é explorar o repertório para a formação, bastante amplo e, ao mesmo tempo, muito pouco explorado.Além disso, segundo Marialbi, a música de câmara acaba aperfeiçoando o músico para o trabalho com orquestras. "Tocamos mais, ouvimos mais, aperfeiçoamos nossa percepção e, conseqüentemente, nosso nível técnico aumenta."A condição colocada pelo diretor-artístico da Osesp John Neschling para que o sexteto levasse o nome da orquestra é a manutenção de um alto nível artístico e musical. Para tanto, Neschling vai supervisionar de perto o trabalho do grupo.Para sua estréia, o Sexteto de Cordas escolheu três peças: Fuga y Mistério, de Astor Piazzolla, Sexteto nº1 em Si Bemol Maior Op. 18, de Johannes Brahms, e a ópera Capriccio, a última composta por Richard Strauss, em 1945. Na gênese de Capriccio há uma reflexão sobre a própria ópera, pautada na relação entre texto e música. Para tanto, Strauss compôs música que se aproxima à formação de câmara, como é o caso da abertura que o sexteto vai interpretar. Já o Sexteto nº 1 em Si Bemol Maior, op. 18, de Brahms, constituiu-se ao longo dos anos como uma das mais amadas composições para formação de câmara. Composta entre os anos de 1858 e 1860, a peça, bastante pessoal, possui elementos barrocos. Também foi escolhido um trecho da operetta Maria de Buenos Aires, Fuga y Mistério, por ser mais acessível ao público. "Queremos, sempre, trabalhar, também, com música popular."O grupo está em fase de estudo de repertório e pretende, ao longo do ano, fazer outras apresentações que reflitam seu aperfeiçoamento. "São muitas peças e, apesar da empolgação, precisamos amadurecer como conjunto", conclui Marialbi.

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