Sete histórias sobre Paul McCartney que você não conhece

Sete histórias sobre Paul McCartney que você não conhece

Curiosidades que talvez somente os beatlemaníacos iniciados saibam

O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 10h40

 Esta é a sétima vez que Paul McCartney vem ao País. Desde 1990, quando fez sua estreia por aqui no Maracanã, ele já visitou nove cidades brasileiras. De 2010 para cá ele tomou gosto pela terra do samba e tem feito uma aparição por ano. Cariocas e paulistas foram os fãs mais agraciados com duas apresentações até agora. O eterno beatle vai conhecer mais duas capitais desta vez, veja algumas lendas e histórias que envolvem o cantor.


Beatles

Bebendo em fontes americanas: A banda de Liverpool usava músicas de Chuck Berry e Buddy Holly para preencher o repertório ao vivo. A reverência aos artistas da terra do Tio Sam era tanta que eles chegaram a se chamar The Crickets, em referência ao grupo de Holly e gravaram Rollover Beethoven em With the Beatles de 1963 e Rock n' Roll Music em Beatles for Sale de 1964, duas canções de Berry.

Rivalidade: Existe a ideia geral de que Beatles e Rolling Stones tinham certa animosidade por rivalizarem nas paradas de sucesso. A participação de John Lennon no filme Rock n' Roll Circus dos Stones desmistifica um pouco essa lenda , mas a verdade é que a colaboração entre os músicos vem desde o começo da carreira. A música que projetou a banda de Jagger e Richards, I wanna be your man, é uma composição de Lennon/McCartney.

Balada de Yoko: Beatlemaníacos ao redor do mundo culpam a mulher de John pelo fim da banda. De fato, as interferências da artista plástica podem ter ajudado a definhar as relações que já não eram boas, mas parte da responsabilidade pode recair no próprio Paul. Após a morte do empresário Brian Epstein, os garotos de Liverpool ficaram perdidos e foi McCartney quem tomou o controle de decisões práticas e criativas. A discussão entre Paul e George no filme Let it be mostra o desgaste entre os companheiros. No vídeo, Harrison diz de forma irônica: "Eu não me importo, eu toco o que você quiser, ou não tocarei se assim te agradar."

 

Vídeo de Guruçá Assu

Carreira solo

Sem noites solitárias: Paul talvez não tenha sido o primeiro a deixar a banda, mas foi ele quem anunciou oficialmente que os Beatles tinham acabado. Não demorou muito para que ele fizesse sucesso com seu novo projeto The Wings. Foi com esse projeto que ele gravou com John Bonham do Led Zeppelin uma versão de Beware my love. A informação foi dada recentemente de forma casual em conversa com fãs pelo twitter.


Super grupo: McCa é conhecido como o músico mais bem sucedido da música pop e por isso, e pela técnica como baixista, ele sempre foi requisitado. Além da parceria recém revelada com Bonham, ele gravou com Michael Jackson e foi desejado para um super grupo que contaria com as presenças de Jimi Hendrix e Miles Davis. Em um telegrama, Hendrix convidou o então beatle para tocar baixo em um novo disco. Um assistente de Paul teria respondido que ele estava em férias e Jimi morreu antes que a parceria pudesse ser concretizada.

Estepe: Ao substituir outro músico canhoto,  Paul acabou por formar uma super banda para o filme Soundcity de Dave Grohl. O líder do Foo Fighters dirigiu um documentário sobre um antigo estúdio de Los Angeles e chamou os ex-companheiros de Nirvana para uma reunião com McCartney tocando guitarra e liderando os vocais. Eles não tocaram músicas dos gigantes do grunge, mas do encontro surgiu uma nova canção, Cut me some slack.

 

Falso Paul: Ainda hoje persiste a teoria conspiratória de que McCartney teria morrido em um acidente de carro nos anos 1960. Diz a lenda que, como os Beatles estavam no auge da carreira, ele teria sido substituído por um sósia para manter os compromissos da banda. Verdade ou não, esse Paul é tão ou mais talentoso que o original, e é ele quem toca no Brasil agora em novembro.

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