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Serviços de música online vão contar na parada americana pela primeira vez

Inclusão dos streamings na internet é a maior mudança no ranking da 'Billboard' desde 1991

O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 16h15

O Billboard 200, um dos ranking mais famosos da música internacional, vai mudar a maneira que faz o cálculo dos álbuns mais vendidos do mundo para incluir serviços de streaming na internet, de acordo com a revista de mesmo nome. O novo cálculo entra em vigor na semana que vem e o resultado será divulgado em 4 de dezembro. A medida deve ajudar a manter por mais tempo no topo da lista os artistas que são populares no Youtube, Spotify, Rdio e Beats Music, serviços utilizados geralmente por fãs mais jovens.

Esta é a maior mudança no método da Billboard desde 1991, quando a revista começou a usar dados do serviço Nielsen SoundScan, coletados por uma agência profissional nos Estados Unidos, e descartou pesquisas feitas pelas próprias lojas de música - altamente sujeitas a fraude.

Agora, a nova fórmula vai considerar que 1.500 execuções nos serviços de streaming equivalem a uma venda do álbum. Downloads de dez ou mais faixas individuais também vão valer como venda do álbum inteiro.

Os rankings de música estão cada vez mais sendo influenciados pelos serviços de música na internet. No ano passado, a Billboard já havia incluído os números de programas de streaming no Hot 100, que lista os singles mais ouvidos da semana.

Em nota à imprensa, o diretor de listas da Billboard, Silvio Pietroluongo, disse que incluir as informações do streaming deixam os rankings mais precisos. "A venda de álbuns captura principalmente o impulso inicial [do consumo de música]... Alguém pode ouvir o álbum só uma vez, ou ouvir uma faixa ou várias faixas 100 vezes", disse Pietroluongo.

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