Sepultura supera traumas com "Nation"

Os traumas e a desconfiança foram exorcizados pelo álbum anterior oportunamente chamado Against (1998). Agora, refeitos da crise que os deixou por alguns meses sem vocalista e na iminência de encerrar atividades os integrantes do Sepultura apostam na sutileza e na amplitude do conceito de nação no novo disco, Nation. "Sinto que ´Nation´ pode atingir patamares maiores e reconquistar o espaço do Sepultura´´, diz o guitarrista Andreas Kisser.Segundo ele, o lançamento de Nation, o nono da carreira, é o ponto de partida para um novo período na história do grupo formado ainda pelo baterista Igor Cavalera, o baixista Paulo Jr. e o vocalista Derrick Green. "Trabalhamos em uma grande unidade, Derrick está totalmente ambientado´´, diz ele, lembrando que o disco - como há muito não acontecia - foi gravado no Brasil, mais precisamente no Rio. "É o nosso País. Além do mais, gravar em Los Angeles seria desnecessário.´´Não que as influências brasileiras sejam facilmente identificáveis por conta do período em solo pátrio. Ao contrário elas estão diluídas em uma sonoridade coesa que leva o ouvinte de música pesada a trilhar caminhos desconhecidos. Prova disso são as variações de voz, Derrick Green também canta suave, o encontro inusitado com um quarteto finlandês de cellos, Appocalyptica, e as participações especiais do ex-Dead Kennedys, Jello Biafra, e do reggae man Dr Israel. Os traumas ficaram no passado.

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