Camila Cara| Divulgação T4F
Camila Cara| Divulgação T4F

Sensualidade de Adam Levine, avalanche de hits e vaias a Dilma marcam show do Maroon 5 em SP

Primeira apresentação da banda na capital teve público de 45 mil

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2016 | 07h39

Os cabelos loiros de Adam Levine, novo visual do vocalista do Maroon 5, em princípio, podem até soar estranho. As madeixas quase descoloridas somadas à jaqueta jeans desabotoada, à camiseta cinza surrada e à calça com rasgos estratégicos fazem parte do visual 'descoladinho' do rapaz que não parece fazer nenhum esforço para arrancar gritos ensurdecedores do público feminino. O moço é um pop star moldado à frente de uma banda que cumpre bem seu papel no palco. Sem firula ou a pretensão acima daquilo que podem de fato oferecer, fazem um pop de qualidade. 

Quem assistiu à apresentação do grupo norte-americano na noite desta quinta-feira, 17, no Allianz Parque, sabe que Adam e sua trupe não impressionam pela técnica apurada ou uma revolução musical lá muito imponente. O poderio do Maroon 5 não foge do pop convencional. São composições cruas, diretas e bem executadas, como manda o figurino dos grandes artistas do mesmo género que lotam estádios ao redor do mundo. "Obrigado, Brasil. É bom estar de volta", disse o frontman após ouvir 45 mil pessoas cantarem This Love, hit da banda, à capela. 

Se o visual pré-fabricado de Adam conquista corações quebrados de adolescentes desesperadas à beira de um ataque de nervos, o som da banda está mais coeso do que na última passagem por São Paulo, em 2012, na Arena Anhembi. As musicas de (2014), último álbum de estúdio, mostram uma performance mais versátil, embora não fuja do trivial. Há ali um pop mais robusto e enérgico.

As reboladinhas descompromissadas de Adam em Moves Like Jagger arrancam suspiros profundos e ele se aproveita da situação. Sorri discretamente. Apesar das brincadeiras, Adam não é mais aquele rapaz inocente que externava suas decepções amorosas em forma de música para Jane, sua ex-namorada - todas as canções de Songs About Jane, de 2002, foram escritas para ela. O vocalista agora tem um repertório mais amplo, alcança notas longas e se permite ir além da sua capacidade vocal um tanto quanto limitada. A desafinação é evidente em vários momentos do curto show, inclusive. Foram apenas 16 músicas.

Quando tira a camisa na grudenta Sugar, que encerrou o show, Adam assume definitivamente sua postura de sex symbol. Com a guitarra nas costas e mostrando as inúmeras tatuagens, "brinca" de vocalista. Vai de um lado para o outro, exibe a barriga tanquinho e tira onda de modelo. Os outros integrantes da banda fizeram uma pequena homanagem a Adam, que faz aniversário nesta sexta-feira, 18. "Comemorar aqui no Brasil é incrível. Uma honra para mim", disse.

Antes do bis, que contou com Lost Stars, She Will Be Loved, Moves Like Jagger e Sugar, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada. O mesmo aconteceu antes do Maroon 5 subir ao palco, pontualmente, às 21h30. 

A turnê nacional do Maroon 5 começou em Porto Alegre,no dia 9 de março, e seguiu para Belo Horizonte, 11, Salvador, 13, e Fortaleza, 16. Eles ainda tocam em São Paulo no sábado, 19, antes de encerrarem a passagem pelo Brasil no Rio, no domingo, 20.

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Repertório

1. Animals

2. One More Night

3. Stereo Hearts

4. Harder to Breathe

5. Lucky Strike

6. Wake Up Call

7. Love Somebody

8. Maps

9. This Love

10. Sunday Morning

11. Payphone

12. Daylight

Bis

13. Lost Stars

14. She Will Be Loved

15. Moves Like Jagger

16. Sugar

 

 

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