Frank Micelotta/MTV/The New York Times
Apresentação de Kurt Cobain Frank Micelotta/MTV/The New York Times

Seis motivos pelos quais ainda amamos Kurt Cobain, que morreu há 25 anos

Kurt Cobain ainda é um dos rostos mais emblemáticos dos anos 1990. Líder do Nirvana, o músico mais importante do grunge pôs fim à vida aos 27 anos. Neste 5 de abril, quando se completam 25 anos de morte de Kurt Cobain, o que pode explicar a sua influência tão duradoura?

Regina Cavalcanti, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2019 | 09h00

Cabelos loiros despenteados, olhos azuis de uma tristeza sem fim. Kurt Cobain ainda é um dos rostos mais emblemáticos da década de 1990, e o músico mais importante do grunge. O eterno líder do Nirvana lutou contra heroína, depressão, doenças, mas o peso e a pressão da fama foram demais para ele, que, aos 27 anos, se matou. Nos 25 anos da morte de Kurt Cobain, em 5 de abril de 1994, veja seis motivos que explicam sua influência tão duradoura. 

 

1 - Kurt estava à frente de seu tempo na defesa dos direitos humanos e contra a homofobia, o racismo e o machismo 

“Deus é gay’ era a frase com que Kurt Cobain costumava pichar carros em sua cidade natal, Aberdeen, no Estado de Washington. E, em muitas ocasiões, ele saiu em defesa das mulheres e batalhou contra a homofobia, o sexismo e o racismo. Certa vez, disse ser gay só para irritar os homofóbicos e a ala machista do rock, e até sua mãe. “Estou enojado com a minha apatia e a da minha geração, que deixa que continue e não enfrenta o racismo, o sexismo, a homofobia.”  

 

2 - Ele tinha todas as qualidades para ser chamado de um cara legal, mas não dava a mínima para isso 

“O que é ser legal? Quem sabe? Quem se importa? Se ser legal é importante para você, você é um idiota!”, Kurt Cobain disse em entrevista de 1991. “Eu não sou ambicioso, não somos uma nova tendência. Nunca quisemos ou tentamos ser legais, ou ser uma banda badalada. Isso nunca passou pela nossa cabeça.”  

 

3 - A música que ele criou inspirou várias gerações  

Seria bem mais fácil fazer uma lista com quem o Nirvana não influenciou do que com os que a banda inspirou. Lana Del Rey, Blink-182, Justin Timberlake e Jay-Z já citaram canções do Nirvana nas próprias letras. “Cobain mudou o rumo da música”, disse Vernon Reid, do Living Color. “Hendrix foi fundamental, Cobain foi fundamental.” O Nirvana inspirou o surgimento de um milhão de bandas de garagem e ajudou a promover o “faça você mesmo”, que está em tudo, do indie ao pop. Os acordes iniciais de Come As You Are podem, até hoje, ser ouvidos em qualquer aula de um aprendiz de guitarra. Kurt Cobain apresentou a música alternativa a legiões de fãs, levando ao mainstream bandas como Soundgarden, Pearl Jam e os favoritos de Kurt, The Pixies.

 

4 - Impossível esquecer suas apresentações lendárias 

Qualquer um que tenha visto o Nirvana tocar ao vivo pode atestar o poder das performances. Visceral, transpirando ousadia e atitude, assim era Kurt Cobain. Seu show no Reading Festival, em 1992, foi impressionante. Era agosto e circulavam rumores de que Kurt tinha sido preso ou de que estava passando mal. Em resposta, ele subiu ao palco em uma cadeira de rodas, vestindo um roupa de hospital e uma peruca loira. Foi a primeira vez que o Nirvana encabeçou o festival, mas também a última apresentação no Reino Unido.

 

5 - Suas palavras permanecem importantes até hoje 

Diante do culto que cresceu em torno da música do Nirvana e da morte de Kurt Cobain, é bom lembrar que ele não tinha medo de falar o que pensava e, em algumas entrevistas, suas palavras soam surpreendentemente contemporâneas e, em vários casos, são assustadoras, quando se olha em retrospecto. “Nunca quis cantar. Eu só queria tocar guitarra de ritmo", "Eu definitivamente me sinto mais perto do lado feminino do ser humano do que do macho", "O dever da juventude é desafiar a corrupção", "Queria ser adorado como John Lennon, mas ter o anonimato de Ringo Starr", "Eu realmente sinto falta de poder me misturar com as pessoas", "A música rap é a única forma vital de música introduzida desde o punk rock."

6 - No último disco, Kurt Cobain mostrou o caminho a seguir 

O show da MTV Unplugged, lançado como álbum após a morte de Kurt Cobain, mostrou como a banda poderia ter sobrevivido a longo prazo. É incomum para um registro ao vivo, mas Kurt evitou os hits da banda em favor de canções mais obscuras. Foi emocionante ver Kurt tocar cercado por lírios (as flores da morte), usando seu enorme cardigã. Seus dedos às vezes se atrapalhavam com o violão desconhecido, mas isso só reforçava a fragilidade de suas letras. Se a banda precisava achar uma maneira de sair da zona de conforto era essa. Kurt já havia dito que esse era um caminho que ele queria explorar. "Pode ser legal começar a tocar violão e ser visto como um cantor e compositor, em vez de um roqueiro do grunge, porque eu poderia usar isso quando for mais velho", disse em 1993. "Eu poderia sentar em uma cadeira e tocar violão como Johnny Cash ou algo assim, e não será uma piada."


 

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Há 25 anos, morria Kurt Cobain, líder do Nirvana; empresário da banda lança livro sobre o músico

Vocalista e guitarrista da icônica banda se suicidou aos 27 anos, no dia 5 de abril de 1994

Geoff Edgers, The Washington Post

05 de abril de 2019 | 08h30

"Danny, ele está morto”. Isso foi em quatro de março de 1994, quando David Geffen, o magnata do setor de música que havia contratado a banda três anos antes, telefonou para Danny Goldberg, empresário do Nirvana para lhe dar a terrível notícia: Kurt Cobain morrera por causa de uma overdose de um poderoso sedativo quando estava em Roma.

Curiosamente foi um alarme falso. Mas o líder do Nirvana morreria um mês depois em Seattle, aos 27 anos, tendo se suicidado com um tiro.

O novo livro de Goldberg, Serving the Servant: Remembering Kurt Cobain, é um tributo generoso e detalhado,  juntamente com um inquietante “tentar limpar Cobain” e o hilário “ajudando Cobain a fugir discretamente pela porta dos fundos para evitar Axl Rose”. O livro, com lançamento marcado para dois de abril, oferece uma brilhante mostra do que foi o Nirvana: Cobain, o baixista Krist Novoselic e o baterista Dave Grohl.

Conversamos recentemente com Goldberg, 68 anos – que trabalhou para Led Zeppelin na década de 1970, dirigiu a Warner Bros. Records e é empresário, entre outros, de Steve Earle. Ele falou sobre o livro a ser lançado.

Kurt às vezes era uma espécie de rei preguiçoso ou um sujeito que não se importava muito com as coisas. Da maneira como você o apresenta, ele na verdade se preocupava com todos os detalhes.

Sim, quando conversei como Courtney (Love, a mulher de Cobain), ela disse que: “nós éramos ambiciosos. Eu achava que iria rebaixar o Nirvana”. E depois de uma pausa, ela acrescentou: “Sabe, Kurt também era  ambicioso, mas escondia isso um pouco melhor”. Mas isto fazia parte da sua arte. Ele era extremamente focado e disciplinado quanto a realizar o que queria realizar. Era uma pessoa que exigia meses de ensaio antes de entrar num estúdio para gravar. Que tinha uma tremenda ética de trabalho. E ao mesmo tempo criou um personagem chamado Kurt Cobain. Quando ocultava algumas das suas ambições isto era algo consciente e fazia parte de uma persona que ele quis criar, e que ele seria admirado como uma criança. Ele não o único que fez isto. Penso em Bob Dylan e os rapazes do R.E.M. que também agiram assim.

É difícil para as pessoas compreenderem o quão rapidamente tudo mudou para o Nirvana e para Kurt e Courtney.

Eles formavam uma banda que, quando viajavam, tinham de dormir no chão da casa de alguém porque não podiam pagar um quarto de hotel. Não tinham dinheiro, mas tinham o sonho de ser uma banda punk jovem que acreditava no que estava fazendo e uma subcultura que os respeitava. A MTV estava no seu apogeu e um mês de apresentação no canal o tornou famoso e conhecido de milhões de pessoas. Assim o grupo se tornou um fenômeno global incrivelmente rápido.

"Nevermind"  foi lançado em setembro de 1991. Courtney e Kurt se uniram em outubro, um mês depois de o álbum ser publicado. E permaneceram juntos o resto da vida dele. E então, em janeiro, alguns meses depois, quando se apresentaram no programa Saturday Night Live, “nós percebemos que havia um problema com heroína. Assim, alguns meses depois que você se torna um sucesso e vive com uma nova namorada extremamente intensa que logo se torna sua mulher e tem também o olho da imprensa sobre você, o  que costuma ocorrer no caso dos artistas músicos, tudo isto ao mesmo tempo é muita coisa para suportar.

Você conversou com Courtney e Novoselic, mas não com Grohl.

Queria falar com ele. Fiz um pedido para John Silva, seu empresário, mas não obtive resposta. Este é um livro meu, minha versão do Nirvana e de Kurt durante aqueles anos quando eu estava, sem dúvida, muito mais próximo dele do que do Dave.

Pergunto se o seu claro apoio a Courtney, que é uma figura polarizadora, não seria a razão pela qual Silva, um sujeito que trabalhou muito com você, não quis conversar a respeito.

Veja, não falei muito com John durante anos. Ele se tornou uma figura extraordinariamente bem sucedida e mereceu seu sucesso e é um excelente empresário. Mas tenho amigos muito próximos dos tempos da faculdade com os quais nunca falo. Isso faz parte da natureza dos ciclos da vida...

O único momento em que falo dele no livro foi quando estava sentado em algum lugar com Courtney e Kurt e ele falou sobre como as pessoas deviam realmente entender o quanto ele amava Courtney e não desrespeitava o relacionamento. E eu sabia que Hole (a banda de Courtney)  estava procurando um empresário e me ocorreu dizer “Kurt, você acha que eu deveria ser empresário do Hole?”. Ele me respondeu, “Oh, isso seria fantástico”. Aquilo soou como uma validação da parte dele. Quando falei para o John no dia seguinte, ele me olhou e disse, “ótimo, trate do assunto com ela”.

Há um momento maravilhoso quando Kurt conta a você sobre o modo de cantar de Dave, que ninguém conhecia até o Foo Fighters.

Kurt me disse: “acho que você não sabe como Dave canta bem, mas eu o ouço cantando harmonias todas as noites”. Era como se ele estivesse realmente falando isso para que eu soubesse,  porque ele tinha esse lado fraterno, um lado doce, mas também havia um toque de inveja. Quero dizer, ele era uma pessoa competitiva.

Mas se Kurt estivesse vivo, Dave Grohl iria  querer cantar e compor suas próprias músicas?

Diria que a probabilidade é que Dave criaria algo similar ao que fez com os Foo Fighters. Eu podia não saber o quão talentoso ele era, mas ele sabia. Dave sabia que era um compositor, que podia ser um vocalista, e Kurt tinha outros interesses musicais que não necessariamente se encaixavam no seu Nirvana e era disto que o álbum MTV Unplugged tratava. Foi apresentado originalmente tendo em vista o marketing (O álbum final da banda) do álbum  In Utero. Ele não compôs muito dos sucessos. E ele tinha os Meat Puppets e na tournée de In Utero. Ele trouxe um celista e outro guitarrista com eles.

Houve rumores na época de que ele faria uma gravação solo com Michael Stipe.

Não há dúvida, Courtney também disse isto. Kurt iria fazer uma gravação com Stipe, fazer alguns demos. O que não significa que não acabariam num álbum do Nirvana.

A parte mais triste do livro é realmente para onde ele leva. Como fãs, nós sempre perguntamos por que nossos heróis não podem ser salvos. Mas no livro observamos que todos tentaram ajudar. Mas mesmo o especialista em casos de dependência que curou Aerosmith saiu da sala aterrorizado depois de alguns minutos passados com Kurt e Courtney.

Seu nome era Bob Thimmons e naturalmente os advogados dos editores estavam paranoicos, preocupados com um possível litígio judicial. Kurt era especial. Não se encaixava em nenhum conceito padrão e foi isso que o tornou um músico excelente e por vezes dificultou nossa ajuda. Não sei a razão pela qual uma pessoa se mata. Há centenas de livros sobre isto. E psicólogos, psiquiatras, yogis, padres, rabinos e filósofos, todos se envolveram nessa luta e ao que parece ninguém obteve uma resposta sobre a razão pela qual de 20 pessoas que foram abusadas ou com similares 19 delas não se matam, e uma sim.

O que você espera que as pessoas pensem a respeito de Kurt em 2019?

Apenas sobre o quão brilhante ele era e o seu lado bom. Sou um fã de Hendrix e quando eu me lembro dele não penso na sua morte, mas nos seus solos de guitarra. Eu esperaria que Kurt fosse colocado nessa categoria. Você nunca vai deixar de saber que ele se matou. Mas espero esclarecer outros aspectos dele que não foram muito expostos. Espero conseguir isto com este livro. Que as pessoas consigam ver seu sorriso em sua mente, da maneira que eu vejo na minha.

Tradução de Terezinha Martino

 

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'Kurt Cobain sintonizou algo que ajudava as pessoas a se sentirem menos estranhas', diz biógrafo

Kurt Cabain morreu no dia 5 de abril de 1994; seu ex-empresário Danny Goldberg acaba de lançar 'Serving the Servant: Remembering Kurt Cobain', a biografia de Kurt Cobain nos 25 anos da morte do líder do Nirvana

Redação, AFP

05 de abril de 2019 | 08h00

Décadas depois de a inesquecível voz rouca de Kurt Cobain ser ouvida pela primeira vez nas emissoras de rádio do mundo, o líder do Nirvana continua encantando gerações de jovens que nem haviam nascido quando ele morreu.

 Depois de 25 anos do devastador suicídio do símbolo da contracultura da década de 1990, seu antigo empresário Danny Goldberg disse estar finalmente pronto para refletir publicamente sobre o legado do pioneiro do chamado rock punk.

Em seu livro Serving the Servant: Remembering Kurt Cobain, publicado esta semana em lembrança ao aniversário de 25 anos de morte de Kurt Cobain, aos 27 anos de idade, do cantor de Seattle, Goldberg lembra um artista que estava à frente da sua época, cujo talento e humanidade brilharam através de sua personalidade melancólica e sombria.

“Sua imagem nos meios de comunicação foi um pouco distorcida, com um foco de maneira desproporcional na sua morte, não tanto na sua vida e na sua arte”, disse Goldberg. “Ele foi um cantor incrivelmente enternecedor, sua voz transmitia uma vulnerabilidade e uma intimidade raras”, disse o empresário à AFP.

Segundo Goldberg, Kurt Cobain “sintonizou alguma coisa que ajudava as pessoas a se sentirem menos estranhas, menos solitárias”.

E por isso exatamente sua obra continua relevante, disse o empresário, inclusive para adolescentes que vivem num mundo muito diferente daquele angustiante da costa noroeste do Pacífico, onde Cobain nasceu.

“Ele faz parte de um grupo de artistas cuja arte transcende o seu tempo”, disse Goldberg, acrescentando que há jovens que hoje o reconhecem na rua como um membro do círculo mais íntimo de Cobain.

 O culto de Kurt Cobain

 O depressivo, mas singular, talento que cresceu nos úmidos bosques a duas horas a oeste de Seattle se transformou num deus do rock repentinamente quando Nevermind, o segundo dos três álbuns de estúdio do Nirvana que projetou o grupo de rock alternativo foi lançado e alcançou uma fama estratosférica, dando origem ao culto de Kurt Cobain.

Goldberg conheceu o guitarrista Cobain em 1990 quando o Nirvana ainda não era uma banda muito conhecida e esperava ter mais sucesso com a mistura peculiar do punk, metal e músicas inspiradas nos Beatles.

Nevermind conseguiu exatamente isto e se transformou num dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, desbancando a então estrela pop Michael Jackson do topo dos rankings, com o Nirvana mudando o rumo da cultura pop, com uma nova inspiração não apenas na música, mas também na moda e no comportamento dos jovens.

Nos três anos e meio em que trabalhou com Cobain, Goldberg testemunhou o salto do Nirvana para a fama, da selvagem, mas cálida, relação dele com a tempestuosa cantora punk Courtney Love e as intervenções para ele tentar abandonar sua dependência da heroína.

“Não tenho ideia do que desencadeou as últimas semanas de desespero de Kurt”, escreve Goldberg em seu livro. “Talvez tenha sido a cristalização das depressões que por muito tempo o atormentaram”.

“Já não tenho mais a paixão, assim é melhor queimar do se apagar aos poucos”, escreveu Cobain em uma carta deixada ao lado do seu corpo, citando a letra de uma música do roqueiro canadense Neil Young.

Kurt Cobain era um gênio da música

Mas segundo o ex-empresário do Nirvana, que Kurt Cobain considerava “um segundo pai”, por trás do consumo de drogas e da depressão havia “um gênio musical”. Ele era também um bobo romântico, disse Goldberg, acrescentando que Kurt era proprietário de quatro cópias de Chipmunks Sing the Beatles Hits com os personagens do desenho animado Alvin e os Esquilos cantando músicas dos Fab Four.

O cabelo loiro e desgrenhado de Cobain, seus olhos claros e seu lendário suéter esfarrapado lhe davam um ar de sujeito folgazão, mas Goldberg garante que isso “ocultava um intelecto altamente sofisticado”.

“Sempre soube que havia profundidade na energia e os sentimentos com os quais compunha, era mais profundo do que um simples estribilho, embora tenha composto grandes refrãos”, afirmou.

O empresário dá crédito a Cobain pela defesa das mulheres e ajudar a ‘redefinir a masculinidade’ no mundo da música.

“Ele podia ser muito poderoso e convincente e ao mesmo tempo sensível, carinho, uma ruptura com a ortodoxia do rock da época”, disse ele.

Um etos contrário ao machismo

Em suas memórias, Goldberg lembra um show na Argentina no qual Cobain se enfureceu porque a multidão vaiou a banda Calamity Jane, integrada por mulheres, que abriu o espetáculo. O líder do Nirvana se vingou e se negou a cantar o sucesso do Nirvana,  Smells Like Teen Spirit.

“A plateia não merecia que a tocássemos”, disse Cobain na ocasião.

“Ele estava comprometido com um ideal feminino e o respeito por todos”, lembra Goldberg que também sublinhou o compromisso de Cobain com a defesa dos direitos dos homossexuais.

A brilhante estrela supernova que era o Nirvana se apagou a com a morte de Cobain, mas ecos da sua curta vida persistem e o colocam numa lista junto com grandes ícones musicais, como Bruce Springsteen, John Lennon e Bob Dylan, disse Goldberg.

O empresário não quis especular sobre o que estaria fazendo Cobain hoje, se ainda vivesse, mas acha que seria algo inovador, já que “ele estava sempre evoluindo, não apenas copiando a si mesmo”. / Tradução de Terezinha Martino 

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