Santos abre 37º Festival Música Nova

Depois da viagem à Europa, em 1959,além do contato com as partituras de Stockhausen, GilbertoMendes brilhantemente compôs Música para 12 Instrumentos.Essa composição serial dodecafônica foi encomenda pela Orquestrade Câmara de São Paulo e executada num concerto promovido pela6.ª Bienal de Arte Moderna, na ocasião, transmitido pela TVExcelsior. Como relata no seu livro Uma Odisséia Musical - DosMares do Sul à Elegância Pop/Art Déco, de 1994, a repetiçãodesse concerto, em Santos, deu origem ao Festival Música Nova,em 1962.O Festival Música Nova está na 37.ª edição. Começaamanhã, no Teatro Municipal Brás Cubas em Santos, e segueaté o dia 28. A direção artística é de Mendes e Álvaro Guimarãese tem o patrocínio da Secretaria de Cultura da PrefeituraMunicipal de Santos e do Governo da Comunidade Flamenga(Bélgica). Dois destaques internacionais são a compositorafrancesa Françoise Choveaux, diretora do Festival de Lille,França, e o compositor norte-americano Jack Fortner, daUnivesidade da Califórnia.Mendes crê na contemporaneidade do evento, que trouxe aoBrasil nomes como John Cage. "A sua função é mostrar a nossamúsica e a do mundo. O festival cumpriu a sua função inicialquando lançamos o Manifesto Música Nova e hoje prossegueapontando para várias direções. Tudo o que tem origem na músicanova, a gente mostra, mesmo que esteja visceralmente contrárioao que já se fez", informa. "Ele é um termômetro dodesenvolvimento da linguagem da música contemporânea, mesmo queesse novo, muitas vezes, contrarie o anterior. Há um grandesegmento da música de hoje chamada pós-moderna que recupera obelo, o melodismo, muitas coisas combatidas por nós nos anos 60.Eu respeito."

Agencia Estado,

20 de agosto de 2001 | 16h19

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