Brian Harkin/The New York Times
Brian Harkin/The New York Times

Sam Smith cansou de homens que não choram

Símbolo da comunidade LGBT dispensa comparações com Adele e lança seu segundo álbum, ‘The Thrill of it All’

Javier Herrero, EFE

30 Dezembro 2017 | 06h00

Após o lançamento em novembro de seu esperado segundo disco de estúdio, The Thrill of it All, Sam Smith deve voltar a brilhar no próximo ano quando iniciar seu novo tour como um dos grandes nomes do atual cenário musical, já convertido em embaixador do lamento. “Sou uma pessoal vulnerável, e parece que o mundo está precisando disso. Na verdade, me enchi de homens que não derramam uma lágrima e se recusam a mostrar emoções”, desabafa numa conversa telefônica com a EFE. 

Suas palavras, como seu talento, trazem o peso de quatro Grammys – de melhor artista novo, gravação e canção do ano com Stay with Me, e melhor álbum de pop vocal de estreia, In the Lonely Hour (2014).

+++Sam Smith chega pela primeira vez ao topo da lista dos discos mais vendidos nos EUA

Com esse álbum, sobretudo pelas composições mais sofridas e pela voz fina e elegante, sugiram inevitáveis comparações com a compatriota Adele, especialmente depois de Smith ganhar, como ela, um Oscar – o dele, com Writting’s on the Wall, tema de 007 Contra Spectre (2015).

“Sou um grande fã de Adele e entendo de onde vem o paralelo. Ela é incrível, e ter uma pequena parte de seu sucesso seria um sonho, mas estou meio cansado com a comparação. Trabalhei muito para chegar à minha própria voz”, diz Smith. 

Ele se livrou, com um acordo, de uma acusação de plágio por Stay with Me, que teria semelhanças com I Wont’ Be Back Down, do recentemente falecido compositor americano Tom Petty. Este aceitou a explicação do britânico de que tudo não passou de uma infeliz coincidência. “Foi um erro e Tom entendeu, mostrando-se encantador durante a discussão”.

Seu novo trabalho chega três anos após o primeiro, a agitada turnê e uma “pausa necessária” durante a qual se dedicou à família e aos amigos para reunir novas histórias para contar. Chama a atenção que, frente ao disco anterior, este não dê espaço ao seu lado mais travesso, transformando-se, com suas 14 faixas, num hino à vulnerabilidade, que inclui a reivindicação de símbolo da comunidade homossexual. “Sinto que tenho essa responsabilidade. Qualquer membro da comunidade LGTB que tenha saído do armário deve se mostrar orgulhoso e inspirar jovens que vivem uma vida incompleta, talvez por falta do apoio necessário. Precisamos falar o mais alto possível para que eles também se sintam livres”, diz. 

Elton John aconselhou-o a se concentrar na faceta de intérprete e, com mais força e experiência, começar seu novo tour, em 20 de março, em Sheffield, no Reino Unido. / Tradução de Roberto Muniz 

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