Sai segunda caixa de CDs de Roberto Carlos

A propósito dos 40 anos do primeiro programa Jovem Guarda, na TV Record, que virou movimento e mexeu com a juventude da época, as gravadoras investem no lançamento de discos de ídolos do programa, como Renato & Seus Blue Caps, que tem 15 álbuns reunidos numa caixa da Sony Music. A Universal relança a coleção de cinco CDs de dez anos atrás - agora rebatizada de 40 Anos de Jovem Guarda - Os Reis do Iê Iê Iê- com regravações de sucessos de vários cantores relacionados àquele nicho, como Wanderléa, Erasmo Carlos, Jerry Adriani, Os Vips, Martinha. A Sony também lança a segunda das cinco caixas Pra Sempre de Roberto Carlos, com 12 títulos dos anos 70. Como a dos anos 60, as capas dos CDs vêm em formato que imita a dos LPs e inclui encartes com as letras e fichas técnicas. Roberto, como o tempo provou, foi um dos raros ídolos a sobreviver à ressaca da jovem guarda. Os melhores álbuns são os que contam com a parceria dele com Erasmo Carlos. Os discos que vieram depois são marcados pelo requinte técnico, o romantismo exacerbado e a religiosidade com acento soul/gospel. A caixa começa com o raro álbum em que o cantor narra a história infantil Pedro e o Lobo, do russo Sergei Prokofiev. Gravado em 1970, o disco foi gravado com a Filarmônica de Nova York, sob a regência do maestro Leonard Bernstein. As outras peças do disco, as aberturas de Semiramis (Rossini) e Oberon (Weber), não têm participação do cantor. Entre as regravações marcantes de músicas alheias estão Acalanto (Dorival Caymmi) e El Dia que me Quieras (Gardel). Com o disco de 1977, Roberto, que já era o maior vendedor de discos do País, atingiu pela primeira vez a marca do milhão de cópias. Foi um hit atrás do outro: Amigo, Falando Sério, Outra Vez, etc. E a história ainda está pela metade.

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