Gustavo Arrais
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Rouge em São Paulo: Vai começar a venda de ingressos

Em entrevista ao 'Estado', as cinco integrantes falam sobre a volta ao palco em formação original; show será no Expo Barra Funda e ingressos estarão disponíveis na quinta-feira, 26

Pedro Rocha, ESPECIAL PARA O ESTADO

24 Outubro 2017 | 18h32

É difícil encontrar alguém nascido em meados do anos 1990 que nunca tenha pelo menos escutado alguma vez na vida a música Ragatanga, adaptação da canção original das espanholas Las Ketchup, que foi o primeiro sucesso do grupo feminino brasileiro Rouge. E vieram muitos outros depois, como Brilha La Luna e Não Dá Pra Resistir. Formado em 2002 no programa Popstars, do SBT, o grupo reuniu cinco meninas para cantar, dançar e arrastar multidões. Aline, Fantine, Karin, Luciana e Patrícia.

O fim chegou em 2005, com quatro álbuns lançados e quatro integrantes. Lu havia deixado o grupo no ano anterior. Desde então, o desejo dos fãs era que, um dia, elas se reunissem. E o dia chegou. Pela primeira vez em 13 anos, o Rouge se reuniu no palco, em dois shows esgotados no Rio de Janeiro em 13 e 14 de outubro. Com o sucesso, elas agora desembarcam em São Paulo, no dia 25 de novembro, no Expo Barra Funda. A venda dos ingressos começa nesta quinta-feira, 26, pelo site Ticket360. 

“Foi um dos maiores desafios das nossas carreiras”, desabafa Karin Hils, que desde o fim do grupo trilhou por musicais e novelas. “Era um show muito esperado, achei que não fosse dar conta.” O retorno aconteceu tão rápido quanto a explosão de sucesso nos anos 2000. As meninas receberam o convite para se reunir da festa Chá da Alice, do Rio, responsável também pelo retorno de Xuxa aos palcos. Quando toparam, tiveram apenas duas semanas de preparação.

“São 24 músicas e a gente trabalhou 24 horas por dia”, diz Fantine Thó, que mora na Holanda com a família - por lá, chegou a participar do programa The Voice. Ela veio especialmente para a reunião, está na Holanda, e retorna para o show de São Paulo. “Todo mundo está empenhado, o trabalho do Rouge sempre foi muito mágico.”

O grupo já tentou voltar antes, em 2012, mas sem Lu. A volta agora foi uma surpresa até para ela. “Estou muito feliz”, afirma. “Achei que minha história com o Rouge tivesse terminado.” A felicidade é compartilhada. “A Lu sempre fez parte dessa história, o que aconteceu no meio do caminho já foi superado”, diz Karin. “A volta da Lu, com sua voz, acrescenta muito ao trabalho”, elogia Fantine. 

Patrícia, hoje conhecida como Li Martins, garante que o clima entre as meninas é de harmonia. “A gente sempre teve uma relação profissional muito saudável. Sempre teve muito respeito e carinho, e isso se mantém até hoje.” Aline Wirley, que também passou por musicais, acredita que foi o momento certo para o retorno. “A gente amadureceu e se transformou, está na mesma vibe.”

Recepção. A reação dos fãs à volta do Rouge emocionou as integrantes. Para o primeiro show do Rio, que seria único, os ingressos se esgotaram em três horas. “A gente sabia que daria certo porque os fãs estavam sedentos, esperavam há anos”, diz Li, que, ainda assim, ficou surpresa com o sucesso.

Questionadas sobre um novo álbum, DVD ao vivo, ou uma possível turnê no ano que vem, por mais cidades, as meninas se esquivam. “Deu uma cosquinha”, brinca Karin. Apesar de terem falado separadamente com a reportagem por telefone, elas soam uníssonas. “A gente se encontrou mesmo para focar nesses dois shows, que já viraram três”, afirma Aline. “É óbvio que a gente tem expectativas, mas ainda é muito cedo, porque qualquer coisa que a gente vá fazer exige mudanças nas nossas vidas.”

Por enquanto, os fãs poderão ver trechos dos shows do Rio, assim como bastidores e depoimentos, num documentário, produzido por Illan Suarez, que deve estrear em breve no canal do Rouge no Youtube

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