Rossa Nova faz show em São Paulo e prepara primeiro CD

Eles usam brincos, anéis, tatuaram o nome da banda no braço e, em vez de rock, como o visual sugere, tocam música caipira, com um quê de MPB. É o trio Rossa Nova. "Quando a gente sobe no palco, todo mundo pensa que vamos fazer barulho", conta Bezão, de 31 anos, responsável pelo violão de seis cordas e uma das vozes. Na estrada há quase dois anos, seus shows recebem descolados e já nos primeiros acordes, a cantoria é geral, pois o público conhece as letras. Hoje, eles se apresentam na cidade com um repertório que, à primeira vista, lembra Tonico & Tinoco, por exemplo. Porém, ouvindo atentamente, se notam influências de rock, samba e baião, mas sem esquecer a música do campo. "Buscamos a individualidade. Está cheio de gente que faz rock", conta Juka, de 27 anos, violão de 12 cordas e a outra voz. Porém, as semelhanças com os compositores sertanejos param por aí. Ao contrário das duplas tradicionais, as letras falam, especialmente, sobre a vida no campo e a morte. "A gente gosta da natureza e a morte, para nós, não é algo ruim. É um renascimento", explica Juka. Bezão acrescenta: "Fomos todos criados na metrópole, mas gostamos do campo." O nome da banda foi criado quando Xamã, de 29 anos, percussionista, entrou no grupo. Faz alusão à roça e indica a proposta de renovar a música de raiz. Coincidentemente, Rossa Nova também faz um trocadilho com a Bossa Nova. "O nome surgiu quando o Juka estava assistindo a um programa de TV. Teve a idéia e me ligou. Gostei do nome, mas a gente achava que esse ´Rossa´ tinha de ser com dois ´s´ para caracterizar a palavra ´roça´" explica Bezão. A gravação, independente, claro, do primeiro CD está em fase final de produção. Enquanto o disco não sai, o Rossa Nova foi aquecendo o repertório em shows, abrindo a apresentação para Guilherme Arantes em uma das ocasiões. No novo CD, o conjunto vai contar com a participação do músico Zé Rodrix - o mesmo do grupo Sá, Rodrix e Guarabyra - em uma das faixas. Rossa Nova. Caretas Bar. R. Aspicuelta, 208, V. Madalena, 3814-7581. Hoje, 22h30. R$ 10

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