Fernando Gutierrez/Diario La Nacion via AP
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Roqueiro argentino Pity Álvarez confessa assassinato: 'Era ele ou eu'

O secretário de Segurança da cidade de Buenos Aires afirmou que era "evidente" que Álvarez "é uma pessoa que impõe risco para ele e para terceiros"

EFE

13 Julho 2018 | 12h43

O cantor de rock argentino Cristian "Pity" Álvarez reconheceu nesta sexta-feira, 13, à imprensa ser o responsável pela morte de um homem na madrugada de quinta-feira, 12, antes de se entregar à polícia em Buenos Aires.

"Fui eu quem disparou. Não venho prestar depoimento. Venho contar o que aconteceu. Matei porque era ele ou eu. Qualquer animal faria o mesmo", ressaltou o músico, líder da banda Viejas Locas, aos meios de comunicação que estavam na porta da delegacia, onde compareceu ao lado de seu advogado.

Na quinta, um juiz ordenou a detenção de Álvarez, de 46 anos, pelo homicídio de Cristian Díaz, de 36, no bairro de Villa Lugano de Buenos Aires.

Diversos testemunhas que estiveram no local apontaram o artista como principal suspeito. Em todo este tempo, até sua entrega, o músico esteve na casa de amigos, segundo declarou.

Em sua defesa, Álvarez, que começou sua trajetória musical no final dos anos 80 como integrante do grupo Viejas Locas, banda com a qual alcançou grandes sucessos no país, disse acreditar ser inocente pela morte do homem.

"Porque se não ele iria me matar", reiterou, além de afirmar que a vítima, que não era seu amigo, "era um cara que roubava".

Segundo testemunhas, o cantor disparou contra o homem e depois fugiu em um carro e parou poucos metros para jogar a arma em um esgoto.

Ontem, Sebastián Queijeiro, advogado do músico, reconheceu que o seu cliente "tem um problema grave com drogas há 25 anos", mas garantiu que "não tem um perfil criminoso" e nem antecedentes por roubo ou assassinato.

Em declarações telefônicas ao canal TN, o secretário de Segurança da cidade de Buenos Aires, Marcelo D'Alessandro, afirmou hoje que era "evidente" que Álvarez "é uma pessoa que impõe risco para ele e para terceiros".

"São vários as testemunhas. Chamaram 15 e são 10 os que já forneceram testemunho na causa", acrescentou, para remarcar que a vítima não tinha nenhuma arma e nem antecedentes penais.

"O problema é são as drogas. Ela vai infectando os bairros e afetando nossos jovens", sentenciou.

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