Rock in Rio prepara-se para emergências

A coordenação do Rock in Rio 3, a Unimed, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a secretaria municipal de Saúde vão assinar nesta terça-feira um termo definindo as responsabilidades e suas áreas de atuação durante o festival. Cerca de duas mil pessoas vão trabalhar na área de segurança e saúde, sendo 1.150 contratadas pelo evento (750 seguranças e 300 na área de saúde) e 800 do poder público (Defesa Civil e Bombeiros). A assinatura do termo vai acontecer no gabinete do secretário municipal de Saúde do Rio, Sérgio Arouca. "Vamos trabalhar integrados e, assim, cada um saberá o que fazer em caso de emergência", disse ele.Hoje, Arouca visitou a Cidade do Rock para conhecer as quatro unidades de atendimento médico que vão funcionar lá. O secretário foi recebido pela coordenadora da Unimed, Sandra Lumer, que trabalhou nas duas outras edições do Rock in Rio (1985 e 1991) e fez treinamento em catástrofe e desastre em Israel. "Em eventos como esse, a média de atendimento é de 0,5% a um 1% do público presente, a maioria mal súbito e traumatismos leves", comentou Sandra. "Como aqui é esperado um público entre 150 mil e 200 mil pessoas, acredito que teremos, no máximom, 2000 atendimentos nos dias mais concorridos."A Unimed e a Defesa Civil vão trabalhar integradas. "Num caso de emergência, a Defesa Civil assume o controle da situação e a Unimed nos assessora", disse o diretor de Operações do Grupamento de Socorro e Emergência, tenente-coronel Rômulo Teixeira. Ele estava de plantão no Estádio São Januário, na decisão da Copa João Havelange, no último dia 30, quando uma grade se rompeu e 160 pessoas se machucaram. "Conseguimos atendê-los em cerca de meia hora, evitando casos fatais, porque sempre estamos preparados para esse tipo de evento", disse ele. "Atendemos a cerca de 300 casos por dia, ou seja, dois São Januário."Simulação - Sérgio Arouca visitou as instalações de um dos quatro hospitais (com 50 leitos, ao todo) que serão montados na Cidade do Rock, gostou do que viu, mas preferiu ser cauteloso. "Vi as salas, mas elas não indicam que tipo de atendimento ocorre ali", disse. "As informações da doutora Sandra são muito mais importantes que qualquer tipo de instalação porque o bom atendimento depende do pessoal." A visita terminou com uma simulação de atendimento. O técnico de enfermagem Joel Silva Moraes maquiou-se com suco de tomate e fingiu estar ferido, enquanto uma garota da produção do festival gritava por socorro. A equipe afastou a moça e o levou numa maca em poucos segundos. "Talvez vocês tenham estranhado o tratamento dado à acompanhante do ferido, mas este foi o procedimento certo", avisou Sandra. "Nosso papel é manter o sangue frio e o bom senso para acalmar as pessoas e dar o melhor tratamento à vítima."

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2001 | 18h47

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