Wilton Junior
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Rock in Rio: Nostalgia já toma conta dos frequentadores, que elogiam festival

Para profissionais e frequentadores, festival fez sua melhor edição desde 1985

Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2017 | 18h11

A nostalgia já está tomando conta de quem veio ao Rock in Rio neste domingo, último dia do festival. Boa parte dos frequentadores e de profissionais envolvidos na logística afirma que esta foi a melhor edição do evento em termos de serviços, transporte e locomoção. Nem mesmo o tempo nublado desanimou o público, que vestia em massa camisas das bandas Offspring e Red Hot Chili Peppers, atrações do Palco Mundo.

O carregador Leandro Cibelli trabalhou como funcionário da limpeza do primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985. Nesta edição, ele ficou responsável por montar palcos e as estruturas dos conteiners onde estão algumas lojas de produtos especialiados, como camisas oficiais. Segundo ele, foi a melhor edição. "Em 85 choveu e todo mundo saiu ensopado de lama, foi difícil aquilo ali. Aqui a limpeza está boa e a gente fica vendo esta garotada bonita, curtindo a vida, sem precisar se preocupar com sujeira". Cibelli disse que as montagens dos palcos foram rápidas, sem nenhum tipo de problema.

A estudante de Direito Flávia Figueira afirma que desde o início da tarde começou a sentir nostalgia. Ela esteve na Cidade do Rock na quinta-feira, 21, para ver sua banda favorita, o Aerosmith, e voltou neste domingo com uma turma de amigas. Moradora de Vila Isabel, na zona norte, ela disse ter vindo de metrô e BRT. Para Flávia, foi a melhor opção de transporte. "Cheguei aqui muito fácil e até fiz amigos no BRT. Eu acho que estar aqui é um sonho para muita gente, pra mim também". Flávia também destacou a facilidade de andar pelo terreno, em comparação com o espaço da edição de 2015, que também frequentou.

Vindo de Recife, o advogado Flávio Rabelo passou este fim de semana no Rock in Rio e disse ter se sentido emocionado com o show do Guns N'Roses e seu núcleo clássico. "Estou impressionado, não vi uma briga aqui. Acho que isso aconteceu porque todo mundo é fã de música, veio pra curtir o som", diz Rabelo, que comprou três camisas do festival para levar de lembrança. Uma delas para sua esposa, que não conseguiu vir. "No próximo a gente vem. Vou comprar o Rock in Rio card da próxima edição assim que abrirem as vendas. Não vou perder por nada". 

 

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