PUBLICIDADE

Rock in Rio: Nile Rodgers faz um passeio pela sua vida e conquista todo mundo

Não que ele precisasse, mas um dos músicos mais importantes da música pop global fez show impecável no Palco Sunset

Por Guilherme Sobota
Atualização:

ENVIADO ESPECIAL / RIO - O homem trabalhou com todo mundo: Diana Ross, Sister Sledge, David Bowie, Madonna, Lady Gaga, fundou o Chic, e inspirou uma marca de guitarra. Hitmaker é o nome da sua Fender Stratocaster, que ele empunhou na noite deste domingo, 17, no Palco Sunset com a habilidade que apenas os mestres ostentam com facilidade e nenhuma displicência.

Nile Rodgers conquistou o público difícil do Sunset tocando um hit atrás do outro, e ao mesmo tempo contando uma história da música pop: a sua história. E, olha, esse livro é uma obra-prima.

Nile Rodgers se apresentou com o Chic neste domingo, 17, no Rock in Rio Foto: WILTON JUNIOR/ESTADAO

PUBLICIDADE

Vontade do Rock in Rio desde 2011, ele finalmente pôde aparecer depois de uma batalha bem sucedida contra o câncer de próstata. Ele falou sobre isso logo antes de cantar Get Lucky, o megahit do Daft Punk que marcou o estágio mais recente da sua carreira e a sua recuperação.

O Chic já não tem mais nenhum membro original além dele, mas um talentoso produtor como esse sabe o que fazer na hora de escolher músicos. Ralph Rolle segura as baquetas e canta com a galera; Jerry Barnes é o funk em pessoa com um baixo na mão; Kimberly Davis uma vocalista que qualquer banda de soul do mundo pagaria para ter.

Like a Virgin, Get Lucky, Let's Dance, Le Freak e Good Times: quem pode enfileirar cinco músicas assim em um show qualquer? Nile Rodgers assina, produz ou compôs todas elas e as tocou, hoje, pela primeira vez no Brasil.

O baile que se formou em Good Times, com uma centena de pessoas em cima do palco, pode dar uma ideia do que foi esse show, que Rodgers ainda dedicou à amiga, Lady Gaga.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.