Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Rock in Rio: Hard rock virtuoso e genérico do Alter Bridge agrada o festival

Apresentação fez parte da primeira turnê da banda no Brasil

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2017 | 22h28

RIO - O Alter Bridge é um tipo de banda que o Rock in Rio adora. Mas o que o som do grupo tem de virtuoso, tem de genérico. Pela boa recepção do público no festival, respondendo com entusiasmo às interações, isso não chega a ser um problema.

A banda é formada pela cozinha do Creed e pelo vocalista Myles Kennedy, que com seu visual à la Kevin Bacon também cantou na banda solo de Slash (fãs comentavam pelas redes sociais a ansiedade por uma participação do guitarrista do Guns N' Roses no show, mas aí o otimismo era demais). Sua voz é cristalina, super afinada e a banda como um todo tem vigorosa presença de palco (Kennedy cumpre com naturalidade vários pontos na checklist do rock star, entre eles descer do palco e interagir com a plateia colada à grade).

O som se distancia vigorosamente das baladas meladas do pós grunge que o Creed ajudou a instalar, e também não é o tipo de virtuose que Slash popularizou. É alguma coisa entre as duas coisas.

Por conta do show curto (cerca de 1h), sucessos como In Loving Memory e Watch Over You, preferidos dos fãs, ficaram de fora. O Alter Bridge lançou em 2016 seu disco mais recente, The Last Hero, mas como essa é a primeira turnê da banda no Brasil (em 13 anos de atividade), toda a carreira de cinco discos de estúdio foi repassada no show.

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