Wilton Junior/Estadao
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Rock in Rio: Gisele Bündchen esvazia ápice de Fernanda Abreu, que acertou no funk e no requebrado

Porque, por uma dessas bobagens de cronograma, o Palco Mundo, o principal do festival, abriu suas atividades enquanto Fernanda Abreu cantava Rio 40 Graus, seu hit mais atemporal

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2017 | 19h51

RIO - Foi anticlimax, infelizmente. Depois da quentura de Pabllo Vittar na Arena Itaú, Fernanda Abreu fazia tudo certo, havia funk, havia requebrado, havia suingue, havia o calor carioca no sotaque e no gingado. Era um Rio que, mesmo que não queimasse a 40°C, esteve perto disso, mas tudo esfriou. 

Porque, por uma dessas bobagens de cronograma, o Palco Mundo, o principal do festival, abriu suas atividades enquanto Fernanda Abreu cantava Rio 40 Graus, seu hit mais atemporal. Era para ser o ápice e se tornou uma correria para ver Gisele Bündchen anunciar um novo programa social do Rock in Rio. 

"Vamos dar as mãos para quem está do lado e imaginar que o mundo vai  melhorar", disse  a modelo, que chorou na sequência. Depois disso, Ivete Sangalo cantou uma versão de "Imagine", de John Lennon. Cantora e Gisele ficaram de mãos dadas e deixaram o palco Mundo para a queima de fogos que marca o início das atrações principais do festival - inclusive, o primeiro show ali é da própria Ivete. 

Fernanda Abreu, contudo, vinha muito bem até ali. Revisitou sucessos, cantou músicas do novo disco, chamou o grupo carioca Dream Team do Passinho. Eles, sozinhos, provocavam ebulição ao executar "De Ladin", sucesso certeiro para quem gosta de dançar na batida viciante do funk. 

Um show que merecia um final mais apoteótico, mas que bateu a meta de rebolados por metro quadrado na Cidade do Rock.

* colaborou Roberta Pennafort 

 

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