AE
AE

Rock In Rio de 2013 terá espaço para street dance

Anunciada por Roberto Medina no último domingo, próxima edição já tem 10 mil ingressos vendidos

Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo,

03 de outubro de 2011 | 11h44

 Um Rock in Rio para 15 mil pessoas a menos por dia, com o respaldo dos mesmos patrocinadores e um palco a mais, voltado a shows de street dance, foi anunciado ontem para 2013 por Roberto Medina, organizador do festival. Dez mil pessoas já compraram cartões que darão direito a ingressos, mesmo sem qualquer ideia de quem vai tocar, comprovando que o público concorda com Medina: “A música não é o mais importante. Ela faz parte do conjunto”.

 

Parceiro do evento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, corroborou: “É tanta coisa acontecendo que a última coisa que fiz foi olhar para o palco”. Paes minimizou problemas com sistema de ônibus, taxistas irregulares e engarrafamentos – “Se a discussão chegou à temperatura dos sanduíches, é sinal de que evoluímos” – e disse que, desfeita a estrutura do festival, em “30 ou 40 dias” o Parque Olímpico Cidade do Rock estará aberto, com quadras esportivas.

 

Em 2016, a área (150 mil m²) servirá para lazer dos atletas olímpicos. Um ano antes, se vingar o plano de fixar o festival como bianual, o parque terá abrigado mais uma edição. Medina explicou que a intenção de diminuir o público se deve à necessidade de dar maior fluxo ao tráfego de pessoas, sem mencionar os percalços com banheiros, alimentação, deslocamentos, praticamente superados no segundo fim de semana.

 

Segundo o empresário, os alvos futuros do Rock in Rio – “primeiro caso de exportação de entretenimento da história do Brasil” – serão Inglaterra e EUA. A edição no México, anunciada para 2013, não está certa. Lisboa tem festival em maio de 2012; Madri, em junho.

 

“São 26 anos apanhando e aprendendo”, resumiu o criador do Rock in Rio, que busca perenizar a marca na mídia e na memória do público com iniciativas como um musical sobre o festival, um longa-metragem e o desfile da Mocidade Independente no carnaval – além da comercialização de 120 produtos licenciados.

 

Sobre a possibilidade de se aumentar o número de dias de shows para além de sete, dado o sucesso comercial (89% do público disse que voltaria), ele foi reticente: faltaria fôlego à produção. 

Tudo o que sabemos sobre:
Rock In RioRoberto MedinaEduardo Paes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.