Rock in Rio confirma mais 8 brasileiros

A organização do Rock in Rio III divulgou ontem à noite novos nomes nacionais para o festival, em entrevista coletiva no Rock in Rio Café, no Rio de Janeiro. Elba Ramalho, Zé Ramalho, Skank, Cidade Negra, Kid Abelha, Carlinhos Brown, Moraes Moreira e Raimundos somam-se agora ao grupo de músicos brasileiros confirmados. Skank, Elba e Zé Ramalho darão show juntos. Segundo os organizadores, quase todas as atrações já estão confirmadas, faltando apenas mais quatro nomes nacionais e um número não definido de internacionais. As noites do festival começam a se definir. O rock será representado em uma noite em que Raimundos, Charlie Brown Jr. e O Rappa vão introduzir Red Hot Chilli Peppers. Uma noite de rock pesado será fechada com Iron Maiden, que, esclareceu-se, desistiu de seu show no Brasil em outubro para vir ao Rock in Rio. Quem tocará na mesma noite, ainda não se sabe. Cassia Eller e Barão Vermelho tocarão na mesma noite do REM e Foo Fighters. Milton Nascimento, Gilberto Gil e uma orquestra sinfônica organizada para o festival tocarão na noite de abertura, que será encerrada com James Taylor. Os outros músicos confirmados ainda não estão alocados em qualquer uma das noites do festival. Roberto Medina, organizador das três edições do Rock in Rio, trouxe algumas novidades. Uma delas um fato inédito: artistas brasileiros serão intercalados com estrangeiros. ?Não vai mais haver aquela coisa de blocos nacionais e blocos internacionais?, disse Medina. É o caso de Fernanda Abreu, que ficou sabendo ao mesmo tempo que os jornalistas que irá se apresentar depois do N?Sync e antes de Britney Spears, que fechará a noite teen. Ao que parece, não faltarão surpresas no terceiro Rock in Rio. Uma delas foi adiantada: Moraes Moreira vai se apresentar num trio elétrico em pleno palco, e convidará amigos para o show. Outra novidade que se tentou manter oculta foi a participação de Nando Reis. Não confirmado oficialmente, mas dando declarações como nome certo do festival, ele garante que vem por aí uma bela surpresa em seu show solo. Quando perguntado sobre o que seria, preferiu ser enigmático: ?comprem o meu CD solo e vocês entenderão?, sentenciou. Criatividade - A razão para tanta expectativa dos shows nacionais vem de mais uma inovação do Rock in Rio III. ?Os outros dois eventos foram feitos com técnicos estrangeiros, que não atendiam perfeitamente às necessidades dos músicos brasileiros?, disse Medina. ?Desta vez, todos os técnicos serão brasileiros?, completou, acreditando que isso sirva de motivação para a criatividade dos artistas ao montarem suas performances. Jeff Bandeira, responsável com Marisa Menezes por atividades técnicas do festival, concorda: ?o técnico internacional decepcionou nas outras duas edições, enquanto que os iluminadores e operadores de som brasileiros estão sendo preparados especialmente para cada show?. Fernanda Abreu também não tem boas recordações de quando se apresentou com a Blitz em 1985. ?Nossa mania de que tudo que vinha de fora era melhor nos fez ficar, às vezes, com o microfone desligado por mais de trinta segundos?, lembra, escandalizada. Fernanda estará lançando um novo CD em outubro, Entidade Urbana. Mas adverte que não vai lançá-lo no Rock in Rio, pois quer dedicar ao novo trabalho o mesmo carinho que dá para sua filha mais nova Alice. ?Gestei este disco durante nove meses, quero apresentá-lo com calma?. A prometida superioridade do Rock in Rio III em termos técnicos sobre os dois primeiros não parece despropositada. Para todos os que se apresentarem no Palco Mundo, o principal da Cidade do Rock, haverá uma mesa de som exclusiva. É quase uma garantia de shows sem falhas técnicas. Com dois festivais do porte do Rock in Rio no currículo, Medina sabe do que está falando. Desta vez, ele preferiu confiar inteiramente nos técnicos nacionais, que considera de excelente qualidade. E é por isso que se alguma coisa falhar, ele já tem uma resposta na ponta da língua: ?a culpa é minha?.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2000 | 13h02

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