Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Rock in Rio: Brinquedos radicais ainda são destaque da Cidade do Rock

Apesar do agendamento ter funcionado nos três primeiros dias, filas quilométricas foram registradas no evento

João Paulo Carvalho, Enviado especial ao Rio

17 de setembro de 2017 | 19h03

Os brinquedos radicais são sempre uma atração especial para quem visita a Cidade do Rock. Neste ano, entretanto, além da montanha-russa, da roda-gigante e da tirolesa, já tradicionais do festival, há também o mega drop, uma espécie de elevador que despenca em poucos segundos.

As filas, como de costume, são extensas desde o primeiro dia de Rock in Rio, na sexta-feira, 15. Para usar os brinquedos, é preciso chegar cedo à Cidade do Rock e ir direto para as atrações. No local, na segunda semana de festival, haverá uma fila onde será feito um agendamento para o horário que estiver disponível. As pulseiras que cada um ganha ao comprar ingresso são usadas para que o aplicativo do Rock in Rio escaneie o chamado QR code.

Luíza Alcantara Trindade, de 25 anos, chegou cedo para conseguir brincar na tirolesa. A estudante de Rádio e TV, que mora em São Paulo, foi uma das primeiras a fazer o agendamento ainda na sexta-feira, 15. “Achei prático e não tive problemas para concretizar todo o processo. Muita gente chega aqui desinformada e não sabe muito bem como funciona”, diz.

O agendamento para alguns brinquedos acabou rapidamente, segundo informações da organização do Rock in Rio. O da tirolesa, por exemplo, se esgotou nos primeiros 30 minutos de festival. O administrador de empresas Raul Sanches, de 31 anos, seguiu o exemplo de Luíza e fez o agendamento logo no primeiro dia. “É a segunda vez que venho ao Rock in Rio e sempre brinco na tirolesa. Para não correr riscos, resolvi garantir logo isso”, afirma ele.

Apesar do agendamento para tentar evitar filas quilométricas, muitas pessoas ainda tentam uma última chance de se divertir na Cidade do Rock. Em outras atrações, como na roda-gigante, mesmo quem não conseguiu fazer o agendamento logo cedo, pode tentar esperar por alguma vaga de desistência em uma outra fila. Nada, todavia, é garantido. “Estou aqui desde que os portões abriram”, conta Camila Santos, de 33. A auxiliar de serviços gerais afirma que seu maior sonho é ter uma visão noturna da Cidade do Rock. “Queria ter a vista lá de cima. Quem sabe alguém prefere ir para casa assistir ao programa do Faustão”, brinca.

Inclusão. Outra novidade desta edição do Rock in Rio é a cadeira adaptada da tirolesa. O objeto, que não existia, na edição anterior do Rock in Rio, em 2015, foi criado justamente para que os cadeirantes também pudessem ter uma visão privilegiada da Cidade do Rock. O projeto foi idealizado por Thiago Amaral, jogador de rugby adaptado. Neste ano, ele integrou a equipe responsável por trazer melhoras de acessibilidade aos cadeirantes no Rock in Rio.

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