Wilton Junior/Estadão
Bon Jovi encerra o terceiro dia de Rock in Rio 2019 com apresentação no Palco Mundo Wilton Junior/Estadão

Bon Jovi consagra o romantismo no Rock in Rio e beija fã no palco

Banda encerra terceira noite do festival com plateia enamorada

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 03h00

É a terceira vez que a banda norte-americana marca presença no Rock in Rio – no Brasil, é a sexta. Antes de desembarcar na capital carioca, Jon Bon Jovi aproveitou a passagem pelo Brasil e tocou em Recife, São Paulo e Curitiba. 

This House is Not for Sale abre chamando o público para cantar com o vocal de apoio. Em You Give Love a Bad Name, Bon Jovi já tem o Rock in Rio cantando com a banda. 

Em Blood on Blood, a banda preeenche a mente de quem cantarola os versos no gramado. Com liberdade com o público, Bon Jovi entrega um romantismo que agrada o brasileiro médio que frequenta o festival. 

E veja que ele canta versos como "nós ainda estaríamos de pé quando tudo for dito e feito" pulando com uma bandeira do País amarrada na cabeça.

Quando o vocalista precisa poupar a voz, o tecladista David Bryan assume o vocal em In These Arms. Isso também acontece no final das músicas, quando o vocalista clama pela vibração da plateia. Mas ele nem precisava. 

Apesar da animação, o ritmo do show é lento. Em Bed of Roses, o vocalista demonstra a voz cansada, mas o que importa para um casal é tentar acertar os passos para dançar juntinho no gramado.

Como se ficasse com inveja, Jon Bon Jovi convida uma fã para subir no palco e dança abraçado com a garota enquanto ela acaricia seus cabelos. It's My Life desperta o público e o coro engole a voz do vocalista.

Em Bad Medicine, o vocalista percebe que a segunda-feira adentro começou a afetar a animação da plateia. "Vocês estão aqui comigo?", grita Jon Bon Jovi. Mesmo assim, a banda termina e recomeça o refrão da música em explosões cada vez maiores. 

O suspense de alguns minutos, cena que despistou a transmissão da TV e o público satisfeito veio com o coro de Ill Be There For you. A recompensa pela resistência do público é poder gritar os sonoros 'OO' de Living on a Prayer.

Sorrindo satisfeito com o seu coral no palco e fora dele, Bon Jovi celebra o rock como um caminho de fé.

Terceiro dia

A cantora catarinense Jade Baraldo abriu a programação do palco Supernova do Rock in Rio neste domingo, 29, com sua mistura de indie pop e dançarinos no palco. O espaço é uma das novidades do festival esse ano, e abre as portas para artistas jovens que num futuro não tão distante devem ocupar os palcos maiores do Rock in Rio.

No palco Sunset, Elza Soares estreou o seu novo show, Planeta Fome. A nova formatação do show vê Elza sentada em uma plataforma elevada atrás da banda que a acompanha no lançamento do disco, o terceiro da fase contemporânea da cantora, um conjunto compacto de dois produtores, uma guitarra, percussão e backing vocals. Elza fez um show bastante politizado, com direito a gritos de "Brasil de cabeça erguida!”, "180 neles! Machistas não passarão" e "Vamos aprender a votar, porque nós não sabemos".

Ivete Sangalo abriu o Palco Mundo com direito a palinha na bateria. O tempo nublado não foi um problema: do Mundo ao Sunset, e até mesmo ao redor, o público se voltou para acompanhar a cantora, que abriu espaço para o funk com um sucesso brasileiro atrás do outro. Com Sai da Minha Frente, de Anitta, Ivete pula para Cerol na mão do Bonde do Tigrão e Vai Lacraia, de Mc Serginho. "Quero dizer uma coisa. Hoje é dia de rock", e depois de um silêncio, "mas é dia de axé também!" 

Um dos melhores shows do final de semana foi o da cantora Iza, que subiu ao palco Sunset para consolidar uma história que ela própria começou em 2017, quando pisou no mesmo palco para salvar um show àquela altura morno de Cee Lo Green. Dessa vez com seu nome na frente do cartaz, a cantora pop apresentou um show com produção refinada e sucessos na boca do povo. O grande momento foi a participação de Alcione, com quem cantou Não Deixe o Samba Morrer (para um coro unânime), Meu Ébano e uma versão soul arrasadora de Você Me Vira a Cabeça.

Pela primeira vez no Brasil, depois de uma turnê em algumas cidades com o Bon Jovi, os americanos do Goo Goo Dolls fizeram um show de rock decente, sem depender do hit Iris, última canção do setlist.

A britânica Jessie J pediu ao público um show 'olho no olho'. Com letras que falam sobre diversidade, inclusão e empoderamento, a sua segunda passagem pelo Rock in Rio também foi marcada por mensagens que remetiam ao amor próprio, clamado pela cantora em Queen e acompanhada pelo coro da plateia. "Eu amo meu corpo, eu amo minha pele, eu sou uma deusa, eu sou uma rainha", dizem os versos. Ao som de Who You Are, single do primeiro disco da cantora, Jessie falou ainda sobre saúde mental e cantou pedindo para os fãs repetirem: "Tudo bem não estar bem". 

Penúltima apresentação da noite, a Dave Matthews Band fez um show protocolar no Palco Mundo, com sucessos como So Much To Say e Crash Into Me, do álbum Crash, de 1996, na lista de álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.

 

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Rock In Rio 2019: confira fotos do 3º dia de shows de festival

Na versão atualizada do livro A Cama na Varanda ? Arejando nossas Idéias a Respeito de Amor e Sexo, a psicanalista aponta as principais crenças dos poliamoristas: A sua filosofia nada mais é do que a aceitação direta e a celebração da realidade da natureza humana (já que não acham a monogamia natural). O sexo não é inimigo; os reais inimigos são a traição e a quebra de confiança resultante da tentativa de reprimir o ser natural em um sistema rígido e antinatural. Sexo é uma força positiva, se aplicada com honestidade, responsabilidade e verdade. O amor é um recurso infinito, e não finito. Ninguém duvida que se possa amar mais de um filho. Isso também se aplica aos amigos ? quando se conhece um novo amigo, não é preciso descartar um anterior. O ciúme não é inato, inevitável e impossível de superar. Por isso apostam em uma expressão, que não tem tradução em português: compersion (algo como "comprazer"). É um sentimento de contentamento que advém do fato de saber que uma pessoa que se ama é amada por mais alguém. Os poliamoristas acreditam em um investimento emocional de longo prazo nos relacionamentos (não em aventuras descompromissadas).

, O Estado de S.Paulo

Atualizado

Dave Matthews Band faz show protocolar no Palco Mundo

Fãs esperaram sentados o Bon Jovi, principal atração da noite

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 23h56

O caso da Dave Matthews Band é curioso: uma banda que emplaca sete álbuns seguidos no topo da parada da Billboard americana (um recorde global) é uma das mais odiadas por fãs em todo o espectro da música. O show no Palco Mundo do Rock in Rio 2019 dá amostras do porquê isso acontece.

Com uma fusão de pop rock, música country e rock progressivo, a banda faz um estilo de festa que agrada uma parte do público mais próximo ao palco, mas ao mesmo faz sentar no chão aqueles mais distantes, provavelmente aguardando os sucessos do Bon Jovi, headliner da noite.

A DMB, como é conhecida, é uma legítima banda de bar: com metais e vários músicos virtuosos, ela passeia pela trajetória dos seus discos esticando as poucas 13 canções do setlist em praticamente duas horas de apresentação.

“Se vocês souberem, podem cantar, mas não é uma exigência. Estamos muito felizes de estar aqui”, admite o vocalista, sul-africano de origem, mas com a carreira toda formada nos EUA.

Num dia com uma Cidade do Rock esvaziada (o festival não divulgou números oficiais, mas os espaços em branco estavam notadamente presentes), a sensação é que o DMB entregou um show protocolar, com sucessos como So Much To Say e Crash Into Me, do álbum Crash, de 1996, na lista de álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.

Uma das dualidades da banda é justamente o contraste entre assuntos sérios e sombrios e jams dançantes e intermináveis, com solos de guitarra, saxofone, trompete e teclados. Dá pra sentir saudade da E Street Band de Bruce Springsteen, atração do festival em 2013.

Mais ao final, é possível ver um traço de sensualidade no show, mas ele vem de uma versão de Prince, Sexy MF, que engata em um trecho de Back in Black, do AC/DC, dois artistas que já passaram pelo palco do Rock in Rio (e Prince infelizmente não vai voltar). Back to Black é interpolada com as vozes de Stayin’ Alive, provando o valor de banda de bar do DMB.

Prestes a fechar o primeiro fim de semana do Rock in Rio, Dave Matthews fechou o show com Ants Marching, música de 1993, que abre o espaço para o Bon Jovi na expectativa de um show mais carismático.

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Jessie J pede show olho no olho com o público do Rock in Rio 2019

Cantora propõe regras de como curtir sua apresentação para uma plateia rebelde; o namorado Channing Tatum também se divertiu no palco

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 22h58

Quando a cantora britânica Jessie J falou com o Estado no backstage, afirmou que a diversão seria a prioridade de sua apresentação. Já durante o show que encerrou as atrações do Palco Sunset no terceiro dia do Rock in Rio 2019, ela deu os detalhes, (ou seria um manual?) para o público."Tudo bem vocês filmarem com o celular, só não cubram o rosto. Quero ver vocês." 

Outra recomendação que pode soar controversa é sobre como deveriam curtir a apresentação. Jessie sugere que aqueles que não conhecem as letras não tentem cantar junto. "Deixe que eu canto para vocês."

Com letras que falam sobre diversidade, inclusão e empoderamento, a sua segunda passagem pelo Rock in Rio também foi marcada por mensagens que remetiam ao amor próprio, clamado pela cantora em Queen e acompanhada pelo coro da plateia. "Eu amo meu corpo, eu amo minha pele, eu sou uma deusa, eu sou uma rainha", dizem os versos. Ao som de Who You Are, single do primeiro disco da cantora, Jessie falou ainda sobre saúde mental e cantou pedindo para os fãs repetirem: "Tudo bem não estar bem". Mas as regras não são esquecidas. "Você são minha luz. Se você sabe a letra, cante. Se não sabe, não cante".

O namorado de Jessie, o ator Channing Tatum, não desgrudou da cantora e pulou no palco enquanto filmava a amada com uma câmera.

E para os que temiam, o sucesso Bang Bang não foi esquecido. Apesar do single ser mais divertido com as vozes de Ariana Grande e Nicki Minaj, parceiras com quem divide o hit, Jessie mantém a animação na parte que lhe cabe e levanta o público.

Grande single da cantora que a lançou a nível mundial, Price Tag agitou com uma despedida animada, que contou ainda com a cena de Jessie abraçada à bandeira do Brasil, mas nem por isso foi cantado do início ao fim pelo público brasileiro, que ficou só no refrão. Why so serious, Jessie? 

Veja abaixo a galeria de fotos do 3º dia do Rock in Rio 2019!

Vai curtir o festival lá no Rio? Saiba o que você pode ou não levar e veja também as opções de alimentação que estarão disponíveis na Cidade do Rock. Para quem for assistir de casa, existem também algumas possibilidades. Fique por dentro de toda a programação do Rock in Rio e não perca nenhum show!

 

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Goo Goo Dolls faz show decente de rock sem depender de Iris

Mega sucesso de 1998 levou fama de one hit wonder para a banda, mas apresentação é consistente antes da música

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 21h21

Quando uma banda lança um sucesso tão grande quanto Iris, a música que levou o Goo Goo Dolls ao estrelato em 1998, é comum que se associe todo o resto do trabalho a esse momento específico. Mas pela primeira vez no Brasil, depois de uma turnê em algumas cidades com o Bon Jovi, a banda americana provou ser capaz de encantar uma plateia imensa sem necessariamente ficar presa ao hit incontornável.

Claro que Iris, a última canção do set, ainda é a apoteose de uma apresentação, mas mesmos músicas mais novas, do recém lançado disco Miracle Pill (2019), trazem ao Rock in Rio o rock de estádio que o público, menos volumoso neste domingo do que nos outros dias do festival, espera.

Em entrevista à reportagem nas vésperas do festival, o vocalista John Rzeznik disse entender o tipo de vibração que o festival esperava dele, mas confessou não estar acostumado a audiências tão grandes. Na performance no Palco Mundo, porém, a banda não deu sinais em falso: uma apresentação de rock respeitável e consistente com a trajetória de uma banda que tem uma carreira pouco reconhecida em detrimento de um hit.

Embora o vocalista tenha uma postura de rock star, é o baixista Robby Takac quem rouba a cena no palco, pulando muito e mostrando que está realmente se divertindo ali. É ele quem canta Bringing on the Night, de 2013.

Rzeznik começa Iris irônico: “então vocês sabem essa?!”. A canção ganhou o status de clássico do rock FM por um motivo: é linda. Feita sob medida para a trilha sonora de Cidades do Anjos (o filme de 1998 com Nicolas Cage, remake do clássico atemporal de Win Wenders). Uma chuva fina cai na Cidade do Rock justo nessa hora, como que para coroar o show.

Outros sucessos como Broadway e Slide (também do disco de 1998, Dizzy Up The Girl) também são recebidos com atenção. Embora o domingo do Rock in Rio tenha começado com as cantoras brasileiras, o Goo Goo Dolls abriu caminho para as apresentações mais roqueiras do dia, com Dave Matthews Band e Bon Jovi ainda por subir ao palco Mundo.

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Iza consagra seu status de estrela pop com Alcione no Palco Sunset

Revelada para o cenário nacional no mesmo espaço em 2017, cantora consolida sua posição na música nacional; Marrom cantou

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 20h21

Com um conjunto prateado desenhado apenas para as estrelas, Iza subiu ao palco Sunset do Rock in Rio 2019 para consolidar uma história que ela própria começou em 2017, quando pisou no mesmo palco para salvar um show àquela altura morno de Cee Lo Green. Dessa vez com seu na frente do cartaz, a cantora pop apresentou um show com produção refinada e sucessos na boca do povo.

Isso porque a certa altura do show ela convida Alcione – uma rainha de cabelos prateados – e elas cantam juntas Não Deixe o Samba Morrer (para um coro unânime), Meu Ébano e uma versão soul arrasadora de Você Me Vira a Cabeça.

Os sucessos de Dona de Mim, o álbum de Iza de 2018, também são entoados pela plateia, como Ginga (com a participação gravada do flow mais reconhecível da geração no Brasil, o de Rincon Sapiência). Esse Brilho É Meu, de 2017, flerta com um clima de carnaval, e Meu Talismã, música desse ano, se aproxima de uma balada romântica. 

“Em 2015, ajoelhei no chão e pedi pra Deus para tocar num palco do Rock in Rio. Achei que seria a pessoa mais feliz do mundo, e olha aí! Se você está aí na plateia com um sonho, acredite”, compartilhou Iza.

Com um grupo grande de dançarinos no palco e escadarias para abrigar um banda que se movimenta pelo pop com toques de soul e R&B, Iza tem movimentos fáceis e carisma que nunca passa uma sensação de falsidade. Um público grande para os padrões do Sunset aproveitava o show dançando e cantando.

Em outro momento, Iza chama ao palco uma pequena dançarina de nove anos para uma performance (da pequena) que beira o surreal.

Mas o espírito do Sunset é o de encontros, e o de Iza e Alcione funciona como poucos. “Eu sempre acreditei nela, vocês sabem!”, diz Alcione sobre sua parceira mais jovem. Elas cantam juntas Chain of Fools, sucesso de Aretha Franklin de refrão irresistível, que as duas regravaram em São Paulo às vésperas da apresentação no festival.

Um dos melhores shows do primeiro fim de semana do festival.

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Ivete Sangalo chama funk com músicas de Anitta e Bonde do Tigrão

Cantora abriu o Palco Mundo no terceiro dia de Festival; "Hoje é dia de rock. Mas também é dia de axé"

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 19h07

Ivete Sangalo não mentiu. O primeiro verso de Eva, que abriu o Palco Mundo deste domingo, 29, lembrou de mais um dia nublado no Rock In Rio. "Olha só amor, hoje o sol não apareceu."

Mas o tempo não impediu que a nave Sangalo fizesse voos altos. Do Palco Mundo até o Palco Sunset, e até mesmo ao redor, o público se voltou para acompanhar a cantora, que surpreendeu ao abrir o show tocando bateria.

Vestida como uma heroína cintilante, uma versão feminina do Flash, com um raio amarelo estampando o macacão de pedras, Ivete atraiu o público ao emendar sucessos como Abalou e Poeira.

Ivete abre o palco para o funk com um sucesso brasileiro atrás do outro. Com Sai da Minha Frente, de Anitta, Ivete pula para Cerol na mão do Bonde do Tigrão e Vai Lacraia, de Mc Serginho. "Quero dizer uma coisa. Hoje é dia de rock", e depois de um silencio. "Mas é dia de axé também!" 

A cantora relembra o sucesso Gostava Tanto de Você, quando cantou Tim Maia, em um projeto de homenagem ao artista, com Criolo. Depois engatou o 'nanana' de Além do Horizonte, do Jota Quest. "Que todo mundo possa amar o outro com liberdade. É isso que interessa." 

Confira as fotos do show da Ivete Sangalo no Rock in Rio 2019:

Veja também a galeria de fotos do 3º dia do Rock in Rio 2019!

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Elza Soares chama a atenção do Brasil com novo show ‘Planeta Fome’

Com problemas no som, cantora apresentou no palco do festival o novo disco pela primeira vez

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2019 | 18h09

Elza Soares estreou o seu novo show Planeta Fome no Palco Sunset do Rock in Rio na tarde deste domingo, 29. A nova formatação do show vê Elza sentada em uma plataforma elevada atrás da banda que a acompanha no lançamento do disco, o terceiro da fase contemporânea da cantora, um conjunto compacto de dois produtores, uma guitarra, percussão e backing vocals. Elza reclamou mais de uma vez do som do show.

De cenário completamente amarelo, o show segue o caminho do disco e busca algum tipo de redenção para o Brasil, o planeta fome. “Brasil de cabeça erguida!”, diz para o público repetir depois das primeiras canções, todas do disco novo.

Embora a qualidade do som dos palcos do Rock in Rio tenha passado imune a reclamações até aqui, em momentos do show de Elza o equipamento parece ter ficado devendo. Tanto que Elza reclama: “cadê meu som?! Abre aí para mim!”

Quando ela chama a jovem Kell Smith, a nova versão, muito mais sintetizada, de Maria de Vila Matilde ainda é prejudicada pelo som, em que os graves consomem tudo que está ao seu redor, inclusive a voz dourada de Elza que todos vieram para ouvir. 

“É 180 neles! Machistas não passarão. Não é não!”, diz Elza, conectada aos bordões contemporâneos do feminismo. Edgar e A Bahia e a Cozinha Mineira também participam do show.

Desde 2015, quando lançou o incrível A Mulher do Fim do Mundo (uma produção de Guilherme Kastrup que colecionou prêmios, (inclusive o Grammy Latino de melhor álbum de MPB), Elza embarcou numa viagem pós-modernista alinhada a novas tendências da música brasileira. Planeta Fome, produzido por Rafael Ramos, a distancia um pouco mais das origens ao tentar explorar os sons sintetizados que talvez não valorizem tanto o talento infinito da cantora, e as dificuldades na equalização do som ao vivo apontam para isso.

Em canções como A Mulher Do Fim do Mundo o som da voz de Elza aparece melhor. Logo depois ela chama o povo às ruas. “Vamos aprender a votar, porque nós não sabemos. Esse Rio de Janeiro está completamente distorcido. Cadê o povo, cadê as mulheres? Vamos falar até não aguentar mais!”, diz Elza. O público entoa um dos hits do Rock in Rio, mandando o presidente brasileiro para aquele lugar.

O show termina com uma versão pop de Volta Por Cima, o clássico de Paulo Vanzolini consagrado na vozes dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos – um lugar que Elza, aos 89 anos, está acostumada a ocupar.

Veja abaixo a galeria de fotos do 3º dia do Rock in Rio 2019!

Vai curtir o festival lá no Rio? Saiba o que você pode ou não levar e veja também as opções de alimentação que estarão disponíveis na Cidade do Rock. Para quem for assistir de casa, existem também algumas possibilidades. Fique por dentro de toda a programação do Rock in Rio e não perca nenhum show!

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Jade Baraldo começa a brilhar no palco descolado do festival, o Supernova

Espaço atrai jovens conectados com tendências e dá cara de festival hipster para o Rock in Rio; veja imagens do terceiro dia do evento

Guilherme Sobota, Enviado Especial

29 de setembro de 2019 | 16h18

RIO - A cantora catarinense Jade Baraldo abriu a programação do palco Supernova do Rock in Rio neste domingo, 29, com sua mistura de indie pop e dançarinos no palco. O espaço é uma das novidades do festival esse ano, e abre as portas para artistas jovens que num futuro não tão distante devem ocupar os palcos maiores do Rock in Rio.

Com milhões de visualizações acumuladas em seus clipes bem produzidos no Youtube, a cantora começa a ocupar um espaço no pop romântico contemporâneo com personalidade e músicas de som sintetizado com toques de jazz e MPB. 

Com apenas 21 anos completados no sábado, 28, ela apresentou um show compacto para um público ainda pouco numeroso, mas o carisma e a qualidade das músicas, como o hit Brasa, #1 na parada viral do Spotify Brasil, prometem um futuro pomposo para ela.

Com algum atraso, o Rock in Rio finalmente criou um palco oficial para receber bandas novas com potencial de crescimento para o mainstream: o Palco Supernova. O palco fica numa área elevada da Cidade do Rock, com vista para o festival.

“A ideia surgiu do próprio festival, que sempre teve vontade de ter um palco com essa característica: artistas que poderiam estar em espaços maiores em outras edições”, explica o curador do Supernova, Roberto Verta. “Também queremos aproximar alguns artistas novos do público do festival.” 

Segundo o curador, a escalação foi pensada para combinar com o line-up dos palcos principais. 

 

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