Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Rock in Rio: Bomba Estéreo e Karol Conka fazem jogo eletrônico no dia do rock

Banda colombiana e rapper brasileira destoaram da escalação mas produziram espetáculo divertido e entrosado

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2017 | 18h57

RIO - Com um amplo respaldo internacional e credenciada em outros grandes festivais mundo afora, a banda colombiana Bomba Estéreo estreou no Rock in Rio no fim da tarde deste sábado, 23, com várias camadas de seu som tropical eletrônico.

A rapper curitibana Karol Conka dividiu o palco com a banda na maior parte do show, e durante as músicas da MC foi que o público reagiu com mais vigor. É o Poder e Tombei são raps pop com uma produção trap que impressionam por ter encontrado grande público, mesmo nos tapetes de grama artificial da Cidade do Rock.

"Estamos aqui representando a diversidade, o amor é a única cura", disse Karol Conka - reforçando no palco uma das mensagens que certamente permanecerá desse Rock in Rio.

Em outro momento com forte resposta da plateia, ela cantou Lalá  e disse: "tem muito homem que abre a boca para falar merda e não faz o serviço direito lá embaixo".

O Bomba Estéreo já tocou no Coachella, Austin City Limits, SXSW, Roskilde, Bonnaroo, Lollapalooza Chile e agora acrescenta o maior festival brasileiro ao currículo.

É possível fazer um paralelo com o BaianaSystem, que incendiou o Sunset no dia anterior: as duas bandas misturam ritmos locais com produção eletrônica, mas falando do show ao vivo, o grupo baiano é muito superior -- por que não são eles que estão no line up dos grandes festivais da Europa e dos EUA, é uma dúvida que apenas o tempo vai responder.

Numa Cidade do Rock tomada por fãs de The Who e Guns N Roses, o show pode ter ficado  meio deslocado, mas ninguém pode duvidar, com todo respeito, que é bom ouvir música diferente e nova de vez em quando.

 

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