Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Rock in Rio: Área com comida gourmet é opção aos lanches

Chamado de Gourmet Square, espaço oferece muito mais do que sanduíches; até a cerveja é ‘diferenciada’

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2017 | 21h59

RIO - O primeiro impacto é o frescor do ar-condicionado. Os termômetros não estavam marcando uma temperatura aterrorizante. Eram 30 graus, afinal, mas a falta de sombras disponíveis na nova Cidade do Rock, montada para o Rock in Rio de 2017, causava desconforto. Ao lado da reportagem do Estado, um grupo de três garotas entrava na Gourmet Square, outra das novidades oferecidas pelo festival nesta edição, e elas comentavam, entre si, o alívio de deixar de queimar debaixo do sol razoavelmente forte deste sábado, 23. 

De fato, era um alívio, mesmo que esse fosse atrapalhado pelo afunilamento causado na entrada do espaço – passavam apenas duas pessoas por vez quando o Estado visitou o local. Ali dentro, num espaço de 1 mil metros quadrados, cerca de 500 pessoas curtiam a sorte de encontrar algum lugar para se sentar enquanto um número maior comia em pé mesmo. 

É esperto, por parte do festival, apresentar opções que fujam das redes de fast-food que estão espalhadas pelas laterais de toda a Cidade do Rock, montada no Parque Olímpico, em Jacarepaguá. Para quem quer promover a experiência, mais do que musical, é uma bola dentro. 

“Aqui também oferecemos algo mais diferenciado”, diz Arnaldo Di Blasi, dono do buffet de pizzas artesanais que, bem localizado, recebe grande parte do público que foge da primeira fila, logo à direita, e segue na direção oposta, de frente para o estande da pizzaria. “A minha favorita é aquela de queijo brie com damasco”, diz o dono. “É a nossa opção mais gourmet”, ele explica. 

São um total de 14 ativações (que é o nome dado a esse tipo de ação) com menus recheados de termos que parecem ser tirados do programa MasterChef, da Band, usados quando o papo é alta gastronomia. Nem sempre é o chique que empolga, contudo. Há opções de comida japonesa, vegetariana, nordestina e até sanduíches mais refinados. Na própria Di Blasi, a mais pedida é a Di Calabria, mais conhecida como a boa e velha pizza de calabresa, em uma versão com massa bem fina na qual se deitam as fatias do embutido. São vendidas, por dia, algo entre 800 a 1 mil pizzas – são duas opções de tamanho, a pequena, de 25 centímetros, e a grande, com 5 centímetros a mais, cujos valores vão de R$ 29 a R$ 55. “É uma pizza na média, nada de especial”, diz o engenheiro Lúcio Ferreira, de 43 anos, que comia uma fatia ao lado da mulher, Marina, de 33 anos. “Comemos aqui (na Gourmet Square) e lá fora também”, diz ela. Ele conclui ao elogiar o frescor do espaço. 

Nem tudo são flores ali, contudo. Brava, a professora Mônica Nascimento reclamava do atendimento do caixa no Melhor Pastel do Mundo, localizado ao lado da pizzaria, com um pastel de queijo nas mãos. “Não é dos melhores, não”, diz. Ao lado dela, Luis Claudio Pires concorda: “Não provei todos, mas certamente esse não é”. 

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