Theo Skudra/Divulgação
O rapper Drake em apresentação no Palco Mundo do Rock in Rio Theo Skudra/Divulgação

Rock in Rio 2019: Drake prova que o Brasil está pronto para as estrelas globais do hip hop

Com show impecável, rapper cumpriu o papel de grande estrela do festival; confira destaques do 1º dia

Guilherme Sobota e Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2019 | 03h00

RIO — “Brasil, meu Brasil, brasileiro”, foram as primeiras palavras que saíram da caixa de som do show inaugural da carreira do rapper canadense Drake no Brasil.

A importância que o Rock in Rio tem para a cena de shows brasileira somada à presença de Drake na noite desta sexta-feira no Palco Mundo é um acontecimento para a indústria musical do país. Isso porque ele consolida o que o Lollapalooza tinha começado com o convite a Kendrick Lamar na primeira metade do ano: o Brasil está pronto para receber as grandes estrelas do hip hop norte-americano.

“É a minha primeira vez no Brasil, então eu quero fazer a maior festa que vocês já viram”, diz em um momento para adesão completa do público.

“Como essa é minha primeira vez aqui, vocês se importam se eu levar isso lá para trás?”. Drake tocou Best I Ever Had, de 2009, pela primeira vez em seis anos.

Drake é o único MC no palco e a verdade é que ele sabe fazer tudo que suas músicas sugerem: do flow direto até transformar uma rima em um refrão melódico – a mesma transitoriedade que fez o New York Times nomeá-lo como o artista pop mais importante do século 21. Uma canção como Mob Ties comprova todas essas habilidades. E a essa altura Drake tem cacife para contratar os melhores produtores do mundo.

Em Passionfruit, ele assume postura crooner do século 21, que num tipo de comunicação lembra momentos do pagode brasileiro. Aproxima-se do emo em Hold On Were Going Home. Uma chuva implacável surge em Controlla, talvez a música mais descartável do seu repertório.

Numa postura cafajeste, Drake diz que esse é o melhor show da sua carreira. Minutos antes, porém, ele cantou uma música (MIA) em espanhol tentando homenagear o Brasil. 

Quando ele pede para o público aplaudir Chris Brown, a reação é tímida e tem motivo: ao lado da reportagem, uma mulher explicava para o companheiro. “É que ele é um filho da p…!”

O público canta quando Drake pede e a sua reação é de genuína surpresa. Mas no Charts do Youtube, nos últimos 12 meses, o Brasil é o terceiro país no mundo que mais ouviu Drake (atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido). Então as pessoas estão acostumadas.

No fim, Drake reafirma que essa é a melhor plateia para a qual ele já tocou. “Sei que estamos em tempos complicados, mas eu quero que você olhe para a frente e quero que você saiba que vai ter o emprego que você está esperando”, disse. Ele mencionou os boatos de que cancelaria o show. E, no fim, prometeu: “Essa pode ser minha primeira vez, mas com certeza não será a última”.

Primeira noite

O primeiro dia do Rock in Rio 2019 começou cedo. Às 14h desta sexta-feira, 27, os portões da Cidade do Rock, na zona oeste do Rio, foram abertos. A primeira atração foi o grupo Nós do Morro, no Espaço Favela, que começou por volta das 14h50. Na sequência, às 15h30, começou a apresentação de Lellê & Blaya no palco Sunset e de A Banca 021 no palco SuperNova.

Ex-integrante do Dream Team do Passinho, a funkeira carioca Lellê aproveitou seu show, na abertura do palco Sunset do Rock in Rio 2019, na tarde desta sexta-feira (27), para homenagear vítimas da criminalidade no Rio. Ela pediu aplausos a Ágatha Félix, estudante de 8 anos morta por uma bala perdida no complexo do Alemão (zona norte do Rio), na última sexta-feira (20), e a Marielle Franco, vereadora do Rio assassinada em março de 2018.

O goiano Alok abriu o Palco Mundo, se tornando o primeiro DJ brasileiro a tocar no espaço, estrutura principal do festival. Abusando dos drops de beat (em que o DJ faz uma espécie de contagem regressiva com a batida da música), o goiano misturou criações próprias, como o sucesso Hear Me Now e a canção Ocean, com remixagens simplificadas dos grandes hits de muita gente: Corona, Cranberries, David Guetta, Goodwill, Pink FloydGuns n' RosesBon JoviRed Hot Chili PeppersTalking HeadsNew Order, Lil Nas X, Rihanna, Lil Pump e Kanye West, System of a Down, The White Stripes e Benny Benassi.

No palco Sunset, o rapper Mano Brown subiu pela primeira vez em um palco do Rock in Rio. Ele apresentou o show do disco Boogie Naipe, lançado em dezembro de 2016, com sua mistura única de soul e rap. O convidado do show foi o lendário baixista americano Bootsy Collins, referência do funk soul dos anos 1970.

De volta ao Palco Mundo, a cantora norte-americana Bebe Rexha entrou no clima de brasilidades. Após dançar com atitude ao som da guitarra e bateria com os sucessos Me Myself and II’m a Mess, e Monster, composição para Rihanna e Eminem, a cantora anunciou um No Broken Hearts feito para dançar. Quando os versos da rapper Nick Minaj começaram, Bebe convocou um par de passistas, chamando o carnaval para o espaço.

O crooner britânico Seal fechou a primeira noite do palco Sunset, m um dia em que músicos próximos da black music tiveram destaque. A cantora baiana Xênia França se junto ao britânico e seu trio para cantar Higher Ground, de Stevie Wonder, num dueto aplaudido, e depois acrescentar tons semi-psicodélicos a Future Love Paradise.

A cantora e compositora britânica Ellie Goulding faltou ao casamento de dois amigos para se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio 2019. Durante o show, na noite desta sexta-feira, 28, Ellie ligou para o casal e pediu desculpas pela ausência. Em seguida, cantou o single Love Me Like You Do, acompanhada pelo público.

O segundo dia do Rock in Rio tem entre os destaques as bandas Weezer e Tenacious D, que se apresentam no palco Mundo, e Ego Kill Talent e Whitesnake, no Sunset. Quem encerra o dia é o Foo Fighters, que se apresenta no palco principal às 0h10. 

 

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Confira fotos do 1º dia de shows de festival

Um dos light designers mais influentes da atualidade, Ingo Maurer defende o uso da lâmpada incandescente

Marcelo Lima , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Não é a primeira vez que a luz parece fazer Ingo Maurer perder a cabeça. Afinal, quem - em tempos tão ecologicamente corretos - seria capaz de defender a lâmpada incandescente, espécie aparentemente em extinção, diante do avanço dos artefatos luminosos de baixo consumo? Pois foi o que Maurer fez em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, durante a última edição da Semana de Design de Milão - palco da Euroluce, mostra bienal de iluminação."A Austrália está em vias de abolir uma das mais belas simbioses já existentes entre poesia e indústria. Temo pelo futuro que nos aguarda, se a nós restar somente a opção de conviver com as aborrecidas lâmpadas fluorescentes", pontuou Maurer, diante de um projeto de redução de consumo energético em elaboração naquele país. "Sim, temos de economizar energia. Mas alguém levou em conta a influência da luz sobre nossas emoções? Prevejo um grande boom para os psicanalistas de lá", alfinetou, bem-humorado, o celebrado designer de iluminação. Não, não se trata da manifestação de uma personalidade saudosista ou avessa à modernidades tecnológicas. Que o diga o revolucionário sistema de iluminação Ya-ya-ho, clássico dos anos 1990 - e ainda hoje campeão mundial de vendas - baseado no uso de cabos de baixa voltagem aparentes e lâmpadas dicróicas. Ou ainda nos projetos empregando LEDs (Light Emitting Diodes) - pequenas lâmpadas que funcionam em série - ou os OLEDs (Organic Emitting Diode), em fase experimental. "O que mais me incomoda ao se falar da adoção indiscriminada da lâmpada de baixo consumo é que ninguém se preocupa com os efeitos que ela pode ter sobre nós. Na verdade, economizaríamos muito mais energia se deixássemos de iluminar, de forma excessiva, tantas fachadas banais, seja no âmbito privado ou no coletivo. Pensar a luz em termos de eficiência é indispensável. Mas isso não quer dizer que tenhamos de abrir mão da sombra, por exemplo." Um dos designers mais influentes da atualidade, Ingo Maurer deu início à carreira em 1966, após anos de atuação como artista gráfico. Segundo ele, no exato momento em que contemplava uma lâmpada pendurada no teto de um hotel, algo que o comoveu pela delicadeza e poesia. "Diria que foi uma revelação. Fiquei tão emocionado que resolvi imediatamente homenagear o objeto. Encomendei uma cúpula de vidro a um amigo artesão e a parte metálica construí eu mesmo", conta. Assim nascia a luminária Bulbo. Emblematicamente, o primeiro de uma série de trabalhos que reverenciam a lâmpada incandescente, tema também do lustre Birdie - uma ?revoada? de lâmpadas aladas, que pode hoje ser adquirida ou admirada em museus como o MoMA, de Nova York. Peça que bem sintetiza o enfoque poético do designer, base de suas mostras anuais no espaço Krizia, em Milão, sala de exposições onde o designer libera sua criatividade, em projetos experimentais. Este ano, além das luminárias confeccionadas em tela metálica e dos lustres Neon - inspirados na estética da cidade de Las Vegas -, Ingo exercitou seu brilhantismo em duas de suas matérias-primas favoritas: os LEDs, no painel Rose, Rose, on the Wall (que já integra o Vitra Design Museum, na Alemanha) e os OLEDs, no One Thousand and One Lights, lustre em formato de tapete, suspenso como uma tenda árabe e que permite mudanças de cor e intensidade de luz. "Ao utilizar a luz me sinto um tanto polígamo. Me agrada misturar efeitos e variedades de lâmpadas", admite o designer, em sua defesa veemente do bulbo incandescente. "É só pensar em como seria entediante passar o dia em um escritório, sob a mesma luz!" Mas ele é otimista. "Confio na capacidade criativa do gênero humano e tenho certeza de que logo teremos outras opções a nosso alcance", diz.(marcelo.lima.antena@estadao. com. br) .

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Rock in Rio 2019: shows começam e público faz suas apostas

'Alok é meu preferido, mas todas as atrações de hoje vão ficar na minha história', afirma a estudante cearense Elisa Monteio

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 16h01

RIO - Centenas de pessoas circulam na tarde desta sexta-feira, 27, pela Cidade do Rock, na zona oeste do Rio, que abriga a oitava edição do Rock in Rio. Os portões foram abertos às 14h, e a primeira atração é o grupo Nós do Morro, no Espaço Favela, a partir das 14h50. Na sequência, às 15h30, começou a apresentação de Lellê & Blaya no palco Sunset e de A Banca 021 no palco SuperNova.

A universitária cearense Elisa Monteiro, de 19 anos, veio de Sobral para curtir o evento. “É minha primeira vez aqui, sonhei muito com esse dia. Alok é meu preferido, mas todas as atrações de hoje vão ficar na minha história”, afirmou. Ela viajou com a amiga Mariana Seixas, outra estudante, de 20 anos, também fã do DJ brasileiro que abre o Palco Mundo a partir das 18h: “É o melhor dia da minha vida”, garante.

Às 15h30 o tempo estava nublado, mas a ameaça de chuva não assustava o público: “Nada vai atrapalhar minha festa”, afirma Mariana. Confira na galeria abaixo as fotos do primeiro dia do Rock in Rio.

 

 

 

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Funkeira Lellê faz homenagem a Marielle e Ágatha

Carioca aproveitou seu show na abertura do palco Sunset do Rock in Rio para homenagear vítimas da criminalidade no Rio

Fábio Grellet, O Estado de São Paulo

27 de setembro de 2019 | 18h05

RIO - Ex-integrante do Dream Team do Passinho, a funkeira carioca Lellê aproveitou seu show, na abertura do palco Sunset do Rock in Rio 2019, na tarde desta sexta-feira (27), para homenagear vítimas da criminalidade no Rio. Ela pediu aplausos a Ágatha Félix, estudante de 8 anos morta por uma bala perdida no complexo do Alemão (zona norte do Rio), na última sexta-feira (20), e a Marielle Franco, vereadora do Rio assassinada em março de 2018.

A imagem de Marielle foi estampada no telão do palco. Lellê, que em parte do show dividiu o palco com Blaya, brasileira radicada em Portugal, também reverenciou o DJ Rennan da Penha, funkeiro preso por suposto envolvimento com traficantes. Embora muito contestada, a prisão dele é mantida há cinco meses pela Justiça. Rennan concorre ao Grammy Latino pela produção de um clipe de Nego do Borel. Ao se referir a Marielle, exaltou a participação feminina na sociedade.

Na plateia, centenas de fãs – e até quem estava trabalhando no festival – dançaram ao som dos funks de Lellê: “Ela é incrível”, resumiu uma gari que interrompeu por alguns minutos o trabalho para fazer passos de “Faz Gostoso”, sucesso de Lellê. “Não dá pra deixar passar essa oportunidade”, divertiu-se a mulher, que preferiu se identificar apenas como Maria.

Às 16h55, quando foi anunciado o início do show da cantora Karol Conka no mesmo palco Sunset, houve uma correria na área central da Cidade do Rock: dezenas de pessoas tentaram garantir seu lugar na primeira fila. Às 17h20, o tempo permanecia nublado e ventava bastante na Cidade do Rock, mas não chovia.

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The Martinez Brothers cancela show no dia da apresentação

Segundo a organização do festival, o motivo seriam 'problemas de logística aérea internacional'

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2019 | 18h05

A organização do Rock In Rio anunciou, nesta sexta-feira, 27, 1º dia de shows do festival em 2019, que os artistas The Martinez Brothers cancelaram sua apresentação prevista para o Palco New Dance Order, que seria realizado nesta noite.

O motivo seriam "problemas de logística aérea internacional". Ainda de acordo com a organização, "em substituição, está confirmada a apresentação do Vintage Culture", entre as 2h e as 3h55 da manhã.

O show do Vintage Culture que já estava previsto para o domingo, 29, continua confirmado, sem qualquer alteração.

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Alok abre o Palco Mundo com sucessos alheios

DJ goiano abusa dos ‘mash-ups’, mas conquista a plateia muito jovem do primeiro dia do festival

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 19h38

RIO - Não deixa de ser um sinal dos tempos que a primeira atração do Rock in Rio 2019 seja um DJ: o goiano Alok Achkar Peres Petrillo, de apenas 28 anos, abriu a 20.ª edição do festival com um show de luzes desenvolvido por equipes que trabalharam na Olímpiada do Rio em 2016.

Em entrevista ao Estado no início da semana, a vice-presidente do festival, Roberta Medina, já havia comentado o legado olímpico positivo deixado para o Rock in Rio. Nesta sexta-feira, Alok estreou o Palco Mundo com espetáculo digno de Olímpiada.

Alok cumpriu o papel de primeiro DJ brasileiro a tocar no Palco Mundo, a mega estrutura principal do festival, na história do Rock in Rio. 

Abusando dos drops de beat (em que o DJ faz uma espécie de contagem regressiva com a batida da música), o goiano mistura criações próprias, como o sucesso Hear Me Now e a canção Ocean, com remixagens simplificadas dos grandes hits de muita gente: Corona, Cranberries, David Guetta (numa homenagem ao primeiro DJ a ocupar aquele espaço, há 4 anos), Goodwill (outro DJ da cena global da qual Alok surgiu), Pink Floyd, Guns n' Roses, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Talking Heads, New Order, Lil Nas X, Rihanna, Lil Pump e Kanye West, System of a Down, The White Stripes (ele faz o público cantar “eu não vou embora” ao som de Seven Nation Army) e até Benny Benassi (Satisfaction talvez seja a música mais manjada do dance/eletrônico do século 21).

Na segunda metade do show, passa rápido pelo funk brasileiro (Cidinho e Doca) e pelo Legião Urbana antes de voltar para o roteiro. Oasis (sim, Wonderwall) e Queen (sim, We Will Rock You e We Are The Champions).

Os drop beats, característica do Eletronic Dance Music (tipo de eletrônico muito popular), funcionam como um atalho para agradar uma plateia quase sempre já ganha de saída, como a do Rock in Rio. O fato de Drake ser a atração principal da noite certamente ajudou para que o público muito jovem dessa noite de sexta-feira entrasse “na onda” do produtor.

No palco, ele usa as ferramentas que pode: pede para pra quem souber cantar junto, pede para a galera levantar as mãos e balançar de um lado para o outro, convida para “uma viagem”, diz para levantar e abaixar a luz dos celulares. Comportadíssimo, pede desculpas antes de falar um palavrão. “Vamos seguir o caminho do amor, porque é ele que leva para o caminho para a felicidade. Não preciso ir longe, tirem do caminho os preconceitos, a intolerância e tudo o mais”, diz – no público, a plateia entoa cantos de xingamentos ao presidente Bolsonaro.

Em entrevistas antes do Rock in Rio, Alok comentou que tinha desenvolvido uma apresentação especialmente para o festival: foram projeções, jatos de fogo praticamente incessantes, muita fumaça, lasers e fogos de artifício.

Oriundo de uma cena mainstream da música eletrônica, Alok ajustou seu som para plateias mais pop, movimento que ele define como um acerto na carreira – em alguns momentos do show, ele solta pequenos trechos que fazem a plateia lembrar do Tomorrowland

Antes de encerrar, ele chama ao palco o cantor americano IRO – eles lançaram nesta sexta-feira uma música nova Table for 2, e a performance, sejamos justos, foi o primeiro momento de alguma indiferença do público.

Ainda na sexta-feira, se apresentam no palco mundo a cantora e compositora americana de R&B Bebe Rexha, a cantora pop britânica Ellie Goulding e o rapper canadense Drake, grande nome da noite e do festival, em sua primeira apresentação no Brasil depois de anos liderando o consumo de música por streaming no mundo.

Veja abaixo a galeria de fotos do festival.

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Mano Brown prova a qualidade do Boogie Naipe com Bootsy Collins

Disco de 2016 sobrevive ao teste do tempo; participação da lenda do soul dá um tempero poderoso

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 20h39

RIO - De terno branco – na estica – Mano Brown subiu pela primeira vez ao palco do Rock in Rio no início da noite desta sexta-feira, 27. Dado que Brown é um dos nomes mais importantes da música brasileira é uma constatação infeliz pensar que o festival levou 20 edições para colocar um microfone em sua mão. Ele apresentou o show do disco Boogie Naipe, lançado em dezembro de 2016, com sua mistura única de soul e rap.

O convidado do show foi o lendário baixista americano Bootsy Collins, referência do funk soul dos anos 1970.

Antes disso. É sempre curioso quando um dos roadies do Boogie Naipe entra no palco com uma mesa de bar e logo em seguida deposita ali uma garrafa cheia de uísque. 

A vibe do show não guarda nenhuma semelhança com o caráter explosivo dos shows do Racionais, o grupo de hip hop que Brown fundou com três amigos em São Paulo para nacionalizar o gênero no Brasil. No Boogie Naipe, Brown é um homem romântico que aprendeu a defender os direitos das mulheres, e não abriu mão de dedicar a elas uma devoção inteligente.

Também por isso, o músico não tocou no assunto “política” no palco, como sempre é esperado dele – talvez mais ainda depois das eleições de 2018, quando ele se envolveu ativamente.

No palco, Max de Castro faz as guitarras base, Hyldon sobe num momento de reverência à ala soul da MPB, e em certo momento Brown chama Bootsy Collins e uma pequena mágica acontece, porque se o Boogie Naipe existe é, em parte, devido a Bootsy e sua “turma”, gente como James Brown e o Parliament Funkadelic.

A parceria no palco começa com Mothership Connection, do álbum de mesmo nome do Parliament de 1975. É nessa hora que a excelente banda de Mano Brown, sempre comandada por um Lino Krizz de voz impecável e jaqueta de couro, mostra que é uma das melhores do circuito de shows no Brasil.

“Olha para esse cara, pensa no Snoop Dogg e diz quem copiou quem”, disse Brown, em referência ao estilo extravagante do americano no palco: óculos com glitter no formato de estrela e um conjunto amarela ultraestampado. No fim do show, uma versão de Give Up the Funk (Tear the Roof off the Sucker), um dos refrões mais memoráveis da música popular nos anos 1970: “we want the funk”. I’d Rather Be You é a canção escolhida para acabar tudo – e o espetáculo soul termina interrompido pelo início da apresentação de Bebe Rexha no Palco Mundo.

Um público modesto no Sunset que recebeu o soul funk com certa frieza. Mas o encontro ficará gravado na história do festival.

Veja abaixo a galeria de fotos do festival!

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Drake vai doar lucro de camisetas do festival para a Amazônia

Objetos, porém, não estão disponíveis no local, apenas pelo site da empresa de merchandising do rapper

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 21h21

RIO - Drake e sua equipe de merchandising, TourLife, anunciaram que vão doar todos os lucros com camisetas feitas para o Rock in Rio para a instituição Amazon Conservation Team, ligada à defesa da Floresta Amazônica. O item está disponível em barracas no festival e também pelo site da empresa.

"Aqui na TourLife, não pudemos deixar de pensar na recente devastação da Floresta Amazônica enquanto Drake faz seu primeiro show no Brasil", diz um post no Twitter. "Em um esforço para apoiar as comunidades amazônicas lutando na linha de frente contra o fogo e o desflorestamento, vamos doar 100% dos lucros da camiseta de Drake para o Rock in Rio pelos próximos dias para a fundação Amazon Conservation Team, do Dr. Mark J. Plotkin.

A instituição americana tem por missão "fazer parcerias com povos indígenas e outras comunidades locais para proteger as florestas tropicais e reforçar a cultura tradicional".

A estampa escolhida para a camiseta ficou célebre na semana passada quando a equipe do músico usou o desenho em seu site para confirmar a participação dele no festival, depois que boatos de que ele cancelaria o show levaram seu nome para o topo dos Trending Topics do Twitter.

Drake é a principal estrela do Rock in Rio 2019, e o headliner desta sexta-feira, 27. Veja abaixo a galeria com as últimas fotos do festival.

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Pop de Bebe Rexha se rende ao samba no Rock in Rio

Cantora e compositora leva dupla de passistas e canta versão brasileira de sua música ‘I Got You’

Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 21h59

RIO - Antes de pisar no palco Mundo, a cantora e compositora Bebe Rexha mostrou que veio para curtir o Rio de Janeiro. Vídeos nas redes sociais trazem a norte-americana tentando executar alguns passos de dança em uma roda de samba. Em outro vídeo, ela toca tamborim e é aplaudida.

Assim que desembarcou, Bebe também recebeu o público e ainda presentou um fã com um par de ingressos.

Do lado de cá, no Brasil, a admiração pela artista também é grande e não só pelo público comum. A banda pernambucana A Favorita canta versão inspirada no sucesso I Got You, que Bebe fez questão de cantar em um português com sotaque. “Só dá tuuu, só da tuuu”. O público se divertiu acompanhando a mistura da original com a versão.

Mas essa brasilidade toda ainda não tinha começado no palco Mundo. Bebe dançou com atitude ao som da guitarra e bateria com os sucessos Me Myself and I, I’m a Mess, e Monster, composição para Rihanna e Eminem. “Escrevi essa música para outros artistas mas desde o começo ela mudou minha vida", disse.

Do rock, a cantora anunciou um No Broken Hearts feito para dançar. Quando os versos da rapper Nick Minaj começaram, Bebe convocou um par de passistas, chamando o carnaval para o centro do palco Mundo.

No show também teve espaço para falar da força das mulheres, com You Can’t Stop The Girl. Entre versos de “They tryna take our voices, they tryna make our choices”, o público gritou como quem pede mais. “Onde estão as garotas fortes e corajosas?”, perguntou Bebe.  

Veja na galeria abaixo as últimas fotos do festival.

 

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Seal desfila canções românticas em show morno com Xênia França

Crooner britânico repetiu a vibração do show de quatro anos atrás no festival; cantora baiana acrescentou personalidade à apresentação

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2019 | 23h23

RIO - Seal é o tipo de músico que o Rock in Rio adora. Há quatro anos, o festival cedeu o Palco Mundo para o crooner britânico, e em 2019 ele fechou o Palco Sunset em um dia em que músicos próximos da black music tiveram destaque: de Karol Conka e Lynn da Quebrada a Mano Brown e Bootsy Collins.

O show ganhou intensidade quando na metade final a cantora baiana Xênia França se juntou ao cantor e ao seu modesto trio para cantar Higher Ground, de Stevie Wonder, num dueto aplaudido, e depois acrescentar tons semi-psicodélicos a Future Love Paradise.

Mas a música de Seal parece se encaixar pouco na proposta que o Rock in Rio fez para a sexta-feira, com Alok, Bebe Rexha e Drake no Palco Mundo. Adepto das baladas românticas e dos standards – seu disco mais recente, de 2017, leva esse nome e tem canções de Duke Ellington e Cole Porter – é possível afirmar que sua música estacionou em algum momento pouco favorável dos anos 1990.

Num dia em que o público do Rock in Rio era notadamente muito jovem, os fãs que estavam na grade e se emocionaram quando Seal desceu do palco e foi cantar Love’s Divine segurando a mão da galera eram de uma faixa etária superior.

Um bom substituto seria um dos astros médios do neo-soul contemporâneo, representados em todo o line-up apenas pela cantora e compositora H.E.R. 

Porém, Kiss on a Rose e Crazy levantaram os maiores coros do Rock in Rio até agora – e ninguém vai dizer que isso é pouco.

 

Veja as últimas fotos do festival na galeria abaixo.

 

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Ellie Goulding faltou ao casamento dos amigos para cantar no Rock in Rio

No palco, cantora britânica fez vídeo chamada com o casal e cantou 'Love Me Like You Do'

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2019 | 00h07

A cantora e compositora britânica Ellie Goulding faltou ao casamento de dois amigos para se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio 2019. Durante o show, na noite desta sexta-feira, 28, Ellie ligou para o casal e pediu desculpas pela ausência. 

Em seguida, cantou o single Love Me Like You Do, acompanhada pelo público. "Originalmente não era para eu estar aqui, mas aqui estou", disse.

Uma das últimas atrações a serem confirmadas no Rock in Rio,  Ellie retorna ao Brasil após cinco anos longe dos palcos brasileiros. Desta vez, a inglesa teve a missão de substituir a rapper Cardi B, que cancelou sua apresentação no festival em julho, alegando “motivos pessoais".

 

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