Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Rock in Rio 2015: pontos positivos e negativos do primeiro fim de semana

Próximos shows começam na quinta-feira, 24, e vão até  o domingo, 27; veja galeria de imagens do terceiro dia na Cidade do Rock

O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2015 | 09h47

O primeiro fim de semana do Rock in Rio 2015 foi marcado por shows com tons nostálgicos. Começando pelo Queen, que provocou séries de discussões na internet, por trazer o vocalista Adam Lambert, e ainda a homenagem a Cássia Eller, na sexta-feira, 18, passando, no sábado, por  Metallica, o Angra, que teve a participação de Dee Snider, vocal do Twisted Sister, Paralamas do Sucesso e pelos ícones Sir Elton John e fechando a noite de domingo com o veterano Rod Stewart. Os shows, no todo, corresponderam ao que se esperava, mas nem tudo são flores em um festival do porte do Rock in Rio. Vamos listar alguns pontos que foram bons e outros não. 

Funcionou:

Som

A produção não tem culpa pelo fiasco do Metallica. Os outros shows estiveram bem equalizados.

BRT

Os ônibus saíam aos montes e com conforto no início da tarde

Segurança

O policiamento nas imediações estava reforçado

Rock Street

Mantém seu charme com shows pequenos

Alimentação

Muitos estandes evitaram filas até o inicio da noite

Não funcionou:

Informações

Caos para saber como embarcar no terminal Alvorada. Não há placas de saída nem indicações de ônibus

Banheiros

Sem papel higiênico, espera de até 25 minutos e esgoto vazando 

Atrações

Não dá mais para chamar Metallica, Elton John e outras figuras já carimbadas demais

Lotação

85 mil pessoas têm comprovado ser público demais para a mobilidade interna. É preciso reduzir a capacidade máxima. Foi um pesadelo para quem decidiu sair pelo portão principal

Brinquedos

Não houve novidades mais relevantes com relação a 2013. Pode começar a enjoar

MAIS FALADAS NAS REDES

Adam e Ney

O vocalista do Queen, Adam Lambert, saiu impressionado com Ney Matogrosso. Ao passar pela Discoteca Oneyda Alvarenga, no CCSP, ouviu um disco dos Secos e Molhados e pirou. Ganhou até um DVD do show Atento aos Sinais

Alimentação

O preço dos alimentos é sempre alvo de protesto em grandes festivais e, no Rock in Rio, não foi diferente. Um hambúrguer simples saía por R$ 15, enquanto a batata frita custava R$ 5. O refrigerante de 350 ml valia R$ 7 e a água (copo de 300 ml) R$ 5. “Um absurdo. Pagar quase R$ 20 por um hambúrguer? Não dá. Alguém precisa fiscalizar isso. Sinto-me prejudicado de todas as formas possíveis", esbravejou o estudante de administração Ricardo Sanches Coimbra, 21. A fila, entretanto não foi um problema no primeiro dia - até o início da noite. Até as 19 horas, a situação era tranquila nos arredores das lanchonetes.

Multa pelo esgoto

O Procon autuou a organização do Rock in Rio após encontrar um vazamento de esgoto em um dos banheiros femininos, próximo à roda-gigante. De acordo com o comunicado oficial do órgão, a multa pela infração vai de R$ 500 a R$ 8 milhões. Havia um vazamento de esgoto para a área externa ao banheiro, junto à passagem do público, causado por um defeito em uma das bombas de sucção. Os fiscais isolaram a área e determinaram a limpeza e o conserto, sob pena de crime de desobediência. Procurada pela reportagem do ‘Estado’, a organização do evento não confirmou a ocorrência.


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