Satish Kumar/Reuters
Satish Kumar/Reuters

Robô substitui maestro e rege orquestra humana

Trabalho é uma metáfora das relações entre humanos e tecnologia, diz compositor; apresentação ocorreu em Sharjah

Redação, Reuters

05 de fevereiro de 2020 | 14h56

O maestro no palco não segura uma batuta, não usa fraque e não tem uma partitura, mas o Android Alter 3 está provocando uma tempestade enquanto rege o ritmo de uma orquestra sinfônica de músicos humanos.

O robô tem um rosto humanóide, mãos e braços que gesticulam com paixão, à medida que salta para cima e para baixo durante a performance ao vivo da ópera Beleza Assustadora, de Keiichiro Shibuya, no Emirado de Sharjah.

Para Shibuya, um compositor do Japão, o papel dos robôs em nossa vida cotidiana pode estar aumentando, mas cabe a nós decidir como a inteligência artificial pode adicionar à experiência humana, e como robôs e humanos fazem arte juntos.

“Este trabalho é uma metáfora das relações entre humanos e tecnologia. Às vezes o andróide fica louco e a orquestra humana precisa seguir. Mas às vezes os humanos podem cooperar de forma muito confortável”, disse ele.

Shibuya escreveu a música, mas o robô rege o tempo e o volume da performance e até canta às vezes.

“A premissa é que o próprio andróide está se movendo de acordo com sua própria vontade”, disse seu técnico Kotobuki Hikaru.

“Os robôs e a IA que existem agora não estão completos. O foco do meu interesse é o que acontece quando essa tecnologia incompleta se une à arte”, disse Shibuya.

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