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Roberto Minczuk deixa posto de titular da Orquestra Sinfônica Brasileira

OSB afirma que novo maestro só será anunciado em 2017

João Luiz Sampaio, ESPECIAL PARA O ESTADO

27 Outubro 2015 | 19h58

O maestro Roberto Minczuk não é mais regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. A partir de agora, ele recebe o título de Maestro Emérito, deixando vago um dos principais postos da música clássica brasileira - com um orçamento anual na cada dos R$ 40 milhões, a OSB acaba de completar 75 anos e é um dos mais tradicionais conjuntos sinfônicos do país.

O anúncio da saída de Minczuk foi feito sem alarde. Não houve comunicado oficial, apenas a troca de posto no currículo do maestro distribuído como material de divulgação à imprensa. "A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira tem orgulho do trabalho que o maestro Roberto Minczuk vem liderando desde 2005, ampliando a capacidade artística da orquestra, refinando nosso repertório e dando corpo a um projeto artístico abraçado por todos da instituição. Por isso, apesar do término de seu contrato como maestro titular em agosto último, Minczuk segue regendo a orquestra nos concertos divulgados daqui até o final do ano, conforme programa divulgado", disse à orquestra em nota enviada ontem ao Estado.

Com a saída de Minczuk, dois nomes têm sido considerados para o posto por fontes ligadas à orquestra: o maestro John Neschling, atual diretor do Teatro Municipal de São Paulo, e o jovem regente Marcelo Lehninger, que tem feito destacada carreira nos Estados Unidos. Em entrevista por telefone ao Estado, Neschling reafirmou seu compromisso com o Municipal e disse que não houve contato entre ele e a OSB. "Não há qualquer negociação em andamento", disse. Lehinnger, por sua vez, afirmou por e-mail que "estamos apenas averiguando o calendário para possíveis apresentações minhas com a OSB no ano que vem, como regente convidado". Segundo a OSB, a escolha do novo maestro titular será feita ao longo de 2016 e anunciada em 2017. "Até o momento não há nomes em avaliação. Qualquer especulação em torno de um nome trata-se somente disso: especulação", diz a nota.

Ao longo de dez anos, Minczuk foi responsável por devolver ao grupo uma trajetória de sucesso. Ao mesmo tempo, porém, sua gestão foi marcada por polêmicas, como a decisão de exigir que os músicos passassem por novas audições. A maior parte da orquestra se recusou, levando à separação em dois grupos, reunificados no ano passado, com a condição imposta por alguns artistas de não tocar sob regência do maestro.

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