Roberto Medina no Rock in Rio 2015. Foto: Julio Maria/Estadão
Roberto Medina no Rock in Rio 2015. Foto: Julio Maria/Estadão

Roberto Medina diz que poderia fazer quatro Rock in Rio ao mesmo tempo que estariam todos lotados

Em entrevista exclusiva ao 'Estado' no Rock in Rio, criador do festival disse também que tentou trazer o AC/DC para esta edição

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2015 | 16h34

RIO - Roberto Medina recebeu a reportagem do Estado em uma sala reservada na área de imprensa do Rock in Rio. Ao lado de sua mulher, Mariana Medina, falou sobre suas expectativas com relação à edição deste ano, revelou um nome de peso que tentou trazer neste ano e disse que, no início de 2016, vai anunciar um projeto social grandioso que estará envolvido com o Rock in Rio de 2017.

O empresário adiantou que neste sábado, 19, vai participar de uma reunião com empresários para definir detalhes do maior projeto social da história do Rio de Janeiro. "Minha vontade é devolver à sociedade o que a sociedade me deu". Sem dizer mais detalhes, disse que sua nova investida terá abrangência nacional.

Ao ser perguntado se havia algum nome que gostaria de ter trazido para a festa deste ano, Medina primeiro disse que não. Lembrou-se apenas que era um sonho seu trazer o U2 em 1985. A reportagem insistiu então se AC/DC não teria sido um ganho para este ano, e sua resposta revelou: "Sim, eu tentei muito trazer o AC/DC, mas eles não poderiam por uma problema de agenda." Os roqueiros australianos vieram em 1985 e se tornaram, ao lado do Queen, os maiores marcos na história do projeto.

Apesar do momento econômico do País, que ele disse influenciar não na realização, mas no ambiente de maior "tristeza", Medina falou que poderia, hoje, fazer quatro Rock in Rio ao mesmo tempo que estariam todos lotados. "Vivemos um momento de muita tristeza, as pessoas não param de falar em sair do Brasil. A economia do jeito que está vai impactar ainda mais no preço do ingresso, que deve ficar mais caro para 2017".

O palco, ele diz, não é o mais importante de seu festival. Ele se apega ao conceito de parque de diversões. A reportagem então pergunta se esse conceito também não começa a ficar desgastado, já que a área conta com os mesmos tirolesa, montanha russa e roda gigante. "É, estamos tentando o tempo todo mudar. Alguns dos próprios patrocinadores estão fazendo isso. Neste ano, uma marca de carro vai fazer em seu stand um show particular sensacional".

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