Roberto Carlos, em nova fase, lança DVD recorde

Em sua entrevista coletiva anual, na tarde de sexta-feira num hotel de Ipanema, Roberto Carlos brincou, fez piadas, mostrou-se sereno até nas perguntas mais cabeludas e falou sem embaraço de todos os assuntos.Toda essa serenidade tem a ver, disse, com a terapia que se impôs após ter detectado ser portador do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).Está se tratando com uma psicóloga desde maio, contou, e os resultados já podem ser vistos até no seu novo trabalho, Pra Sempre - Ao Vivo no Pacaembu, que chega às lojas na segunda com a maior tiragem inicial de um DVD nacional - 120 mil cópias, a R$ 49.Roberto, no DVD, canta músicas que pareciam banidas do seu repertório, como Ilegal, Imoral ou Engorda e Café da Manhã. E já cogita até lançar seu disco "maldito", o primeiro da carreira, Louco de Amor, excluído de sua discografia.Disse que até o rock Quero Que vá pro Inferno, requisitadíssimo pelos fãs, pode ser reavaliado, nesta nova fase."O problema com o TOC é que eu não queria falar determinadas palavras", contou. "Não vou mais me censurar em relação às coisas que tenho vontade de dizer ou falar."Roberto adiantou que no Especial de Fim de Ano da TV Globo (com a qual admite ter tido divergências, mas "nada sério") contracenará com Antonio Fagundes e Stênio Garcia.Com Erasmo Carlos e Wanderléa, comentará os 40 anos da Jovem Guarda. Outra convidada será Ivete Sangalo.

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