Roberto Carlos defende camisinha e critica veto da Igreja a Daniela Mercury

O cantor Roberto Carlos defendeu o uso da camisinha e condenou o cancelamento da participação da cantora Daniela Mercury na festa de Natal para o papa Bento XVI. "Usar camisinha é preservar a vida e não posso aplaudir seu veto pela Igreja Católica", disse ele, que sempre declarou-se católico praticante e por formação. "Também discordo do veto a Daniela Mercury porque, além de grande artista, ela só merece elogios por participar das campanhas em favor da camisinha." Roberto Carlos apresentou ontem à imprensa seu novo disco, que leva apenas o nome dele no título, traz na capa retratos vestindo o tradicional azul suave dos anos anteriores, mas dessa vez o apresenta em camisas de mangas curtas, ostentando uma forma física de quem se dedica a exercícios regulares. "Sempre malhei, ou melhor, marombei, que é uma palavra que gosto mais", brincou, quando perguntaram se ele se preparou especialmente para as fotos. "Ninguém malha para vestir casaco. Quer, ao menos, usar camisa de manga curta." O disco tem nove faixas, mas apenas uma inédita, a guarânia "Arrasta uma Cadeira", dele e de Erasmo Carlos, que tem como convidados a dupla sertaneja Xitãozinho e Xororó. Não é a única guinada do cantor nesta direção. Além de outra guarânia, "Índia", que está na trilha sonora da novela "Alma Gêmea", da Rede Globo, ele regravou também o rock country "Baile na Fazenda", que estava em seu disco de 1998. Do tempo da Jovem Guarda, ele regravou "Meu Pequeno Cachoeiro", "Promessa" (que havia feito, com Erasmo para Wanderley Cardoso) e "A Volta" (que foi para a dupla Os Vips). O disco deve chegar às lojas no fim de semana e Roberto Carlos tem agenda cheia até meados do ano que vem. Em janeiro, ensaia o show que fará no cruzeiro no navio Costa Vitória, na semana anterior ao carnaval (entre 11 e 18 de fevereiro). Logo em seguida, ensaia sua participação no show de despedida de Luciano Pavarotti, que deverá acontecer em Belo Horizonte, em 18 de março, e prepara um possível show em Madri, para gravar disco e DVD para o mercado de língua espanhola. "Estes dois últimos compromissos ainda não estão acertados, apenas bem encaminhados", ressaltou seu empresário, Dody Sirena. "Há ainda o projeto de um disco em espanhol, com as músicas que ele lançou desde 1993, quando saiu seu último CD neste idioma."

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