Mauricio Santana/LatinContent/Getty Images
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Roberto Carlos celebra 50 anos de carreira na América Latina

Cantor grava CD e DVD com versões em espanhol

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2015 | 03h00

É como se todos os pecados fossem perdoados assim que Roberto entoa suas primeiras palavras. É o Roberto de carne e osso se vestindo de Roberto imortal, uma vez por ano, para buscar poderes em um cancioneiro que o fez mito duas vezes, a primeira no Brasil e, a segunda, na America Latina.

Roberto é o artista brasileiro de carreira mais sólida cantando em espanhol. Em recente entrevista ao Estado, Juan Pablo Escobar, filho do traficante colombiano, disse ao repórter que seu pai era apaixonado por Roberto. “Me lembro das viagens que fazíamos de carro ouvindo fitas cassete pela Colômbia.”

Para comemorar 50 anos de sua entrada no mercado hispânico, a gravadora Sony propôs a gravação do CD e DVD Primera Fila nos estúdios Abbey Road, em Londres, os mesmos que tiveram os Beatles como clientes.

Roberto não tem novas canções, algo com o qual não parece mais se preocupar. Faz versões de tudo em espanhol e canta apenas And I Love Her, dos Beatles, em inglês. “Foi difícil conter a emoção para fazer o que deveria ser feito na gravação”, diz ele em um documentário que acompanha a gravação em DVD.

Uma compensação pela falta de novidades está em duas frentes: todos os arranjos foram reescritos e, com exceção do pianista Tutuca Borba, Roberto não levou nenhum de seus acompanhantes de RC9 para a Inglaterra. 

É interessante ver Roberto fora de ser sofá. Há mudanças de choque que o obrigam a cantar em outra divisão, como Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo, que vira reggae. Ou As Curvas da Estrada de Santos pela primeira vez cantada em espanhol (hispanizando o sistema Anchieta-Imigrantes). A Volta também ganha sua primeira tradução, virando El Regresso. Cama e Mesa, dos anos 80, tem arranjo delicado.

Sua banda, arregimentada pelo guitarrista Tim Mitchell, traz um pianista cubano (Albert Menendez), um guitarrista brasileiro (Grecco Buratto) e uma violonista norte-americana de pai cubano (Olgui Quirino). Todos da banda de Shakira. Outro projeto, o de fim de ano, foi gravado no Teatro Municipal do Rio para ser exibido na Globo em dezembro.

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