Rita Lee faz show no Ibirapuera

O feriado vai ser embalado pelo som da rainha do rock nacional. Rita Lee reuniu parte da família ? o marido Roberto de Carvalho e o filho Beto Lee, ambos guitarristas ? e será a estrela da festa musical que se instala a partir das 16 h no palco da Praça da Paz do Parque do Ibirapuera. O show, grátis, é o mesmo da turnê de 3001, nome de seu último CD, apresentado no Via Funchal no mês passado. Segundo Rita, a única novidade, no caso cênica, será o equipamento de luz.?Como a apresentação será de dia, alugamos um equipamento mais potente para que o público possa assistir às projeções de alguns filmes que exibimos durante certas músicas?, conta Rita, que vai usar no palco um figurino que leva sua assinatura e é criado, diz, ?conforme a veneta?. ?Meu estilista predileto é o meu velho baú de roupas reciclado e recosturado a cada turnê.?No palco, Rita vai contar com a participação de Fernanda Takai e John, o casal da banda mineira Pato Fu. Em 3001, ambos participam da faixa O Amor em Pedaços, que Rita assina com Fernanda.O repertório do show reúne músicas da época dos Mutantes até as canções de 3001, intercalados por outros hits dos 27 discos já gravados pela cantora. Isso quer dizer que sucessos como Lança Perfume, Ovelha Negra, Doce Vampiro ou Jardins da Babilônia vão estar no programa. No novo CD, Rita e Roberto de Carvalho flertam com a música eletrônica, mas não deixam de lado suas raízes bem fincadas no rock-and- roll, que aparece bem pesado em 3001. Roberto de Carvalho (que também integra a banda e assina a direção musical do show) e Beto Lee (que faz jus ao berço em que nasceu) produzem no disco bases bem pesadas de um rock que remete ao dos Rolling Stones, paixão musical de Roberto. Um bom exemplo disso é o duo de guitarras que pai e filho fazem na nova versão que Rita fez para 2001, clássico dos Mutantes que ela compôs em parceria com Tom Zé.?Resolvi tirar aquela coisa caipira, que não gosto?, diz Rita, referindo-se à parte da versão original de 2001 tocada em ritmo de moda de viola. Na versão atual, entraram duas potentes guitarras e um scratch do DJ Deco Murphy.Outra dos Mutantes que deverá está no show é Panis et Circenses. Fruto Proibido, Lá Vou Eu e Bem me Quer, também do início da carreira dela, são presenças certas no repertório que ela mostrará à platéia que for ao parque. Outra parceria de Rita em 3001, Pagu, na qual ela e Zélia Ducan fazem uma sutil referência à lordose de uma das musas da tevê brasileira.A banda que vai acompanhar a cantora é formada por Lee Marcucci ? que acompanha Rita desde a época do Tutti Frutti ? , no baixo, pelo ex-A Cor do Som Ari Dias (percussão), Dirceu Leitte (metaleira), Fabio Recco (vocais e teclados), Edu Salvitti (bateria), Alex Bessa (teclados programados), Debora Reis (vocais), Beto Lee (guitarra) e Roberto de Carvalho (guitarra, harmônica e vocais).Rita, família e banda estarão na estrada com a turnê de 3001 até a metade do ano que vem, quando finalmente ela poderá fazer o que mais gosta: ficar em casa. ?Pago para não sair.? Acostumada desde a adolescência com o palco, ela sente um carinho especial por apresentações gratuitas. ?Os eventos no Ibirapuera são sempre bem-vindos tanto para o público quanto para os artistas. Como é tudo grátis, a festa fica muito mais bonita e feliz. Nem todo mundo tem a possibilidade de pagar ingressos para nos assistir em casas noturnas. Por isso este tipo de evento faz com que nosso trabalho chegue perto do povo de uma maneira generosa.? Outra razão para Rita enfrentar o mar de gente que deve se formar à sua frente é comemorar com os paulistanos a vitória nas urnas da petista Marta Suplicy, que assume a Prefeitura em 1.º de janeiro. Em uma das apresentações que fez no Via Funchal, no mês passado, Rita interrompeu o show para ficar conversando com a então candidata, que estava na platéia. Fez um discurso de apoio à petista e ofereceu a Marta a canção Cor de Rosa Choque, trilha do programa TV Mulher, exibido na década de 80 na Globo, que contava com Marta como uma de suas atrações. ?Vamos comemorar no Ibirapuera uma São Paulo com mais esperança diante do quadro político que foi definido nas últimas eleições. Certamente sabemos que os problemas da nossa cidade não serão resolvidos num passe de mágica?, afirma Rita. ?Marta Suplicy é uma mulher corajosa e está disposta a fazer uma faxina geral nessa malandragem que há tanto tempo faz de Sampa um esgoto de corrupção?, diz a cantora, que adora proclamar seu amor pela cidade. ?Há 52 anos moro em São Paulo, daqui não saio, daqui ninguém me tira!.?Rita Lee no Ibirapuera - Show da turnê ?3001?. Quarta, às 16 h. Grátis

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