Rihanna pode ter show vetado na Malásia por ser 'sexy demais'

Partido Islâmico também alega que apresentação da americana ajudará o país que financia a guerra em Gaza

EFE,

21 de janeiro de 2009 | 13h44

O conservador Partido Islâmico da Malásia (PAS) exigiu nesta quarta-feira, 21, ao Governo que proíba a cantora norte-americana Rihanna de fazer um show no país, alegando que a artista é "sexy demais". Veja também:Eva Mendes é eleita 'mulher mais desejada de 2009' em site  O PAS também denunciou que a arrecadação do evento permitirá que dinheiro do país vá para as mãos dos organizadores dos Estados Unidos, nação que apoia a intervenção militar de Israel na Faixa de Gaza. "Rihanna saiba ou não, os impostos que paga também contribuem para financiar a guerra em Gaza", disse Mohammed Kamaruzaman, dirigente desse partido conservador da Malásia, país de maioria muçulmana moderada. Kamaruzaman disse que o show é um "insulto" aos valores tradicionais asiáticos, porque a cantora sempre se veste e dança de forma excessivamente sensual e provocativa. Os organizadores do evento comunicaram que Rihanna aceitou cumprir as estritas normas exigidas no país para espetáculos ao vivo. Segundo as normas, artistas devem cobrir seus corpos do peito até o joelho e não podem pular, abraçar uns aos outros ou jogar beijos ou objetos ao público. Em outros casos envolvendo artistas americanas, Gwen Stefani teve que acatar as regras e usar um vestido mais conservador que o habitual, enquanto Beyoncé se negou a isso e suspendeu seu show previsto para Kuala Lumpur. Nas regiões da Malásia onde o PAS governa, as mulheres muçulmanas são proibidas de pintar os lábios ou de usar sapatos com saltos durante o trabalho. Fora do escritório, devem cobrir o pescoço e a cabeça com lenços ou cachecóis.

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