Revista Rolling Stone comemora 40 anos em estilo

A revista Rolling Stone, um ícone da imprensa americana, está comemorando sua milésima edição, depois de 40 anos na vanguarda do jornalismo musical.A edição número mil trás a capa mais cara da história, que custou US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões).A capa brilhante e em três dimensões, é uma homenagem à capa do disco Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band com um mosaico dos personagens que se sobressaíram nos campos da música, da televisão e da literatura.A revista foi fundada em 1967 por Jann Wenner, na cidade californiana de São Francisco.QuarentonaMuitos se perguntam não só como a Rolling Stone conseguiu sobreviver por 40 anos, mas como conseguiu tamanha influência."Ela fez um grande favor ao rock and roll quando começou a levá-lo a sério," conta Sean Wilentz, professor de Estudos Americanos da Universidade de Princeton."A revista nasceu na década de 60, quando se presumia que a política, a música e a contracultura podiam andar juntas," acrescentou.Desde que foi criada, a Rolling Stone se diferencia da concorrência com inteligência e entrevistas com as mais importantes personalidades da música pop."A Rolling Stone é escrita de dentro do mundo da música, mas não como alguém que pertence ao mundo da música", diz Anthony DeCurtis, um dos editores da revista.E alguns dos melhores escritores americanos passaram pelas páginas da revista. O jornalista Hunter S. Thompson ganhou renome em suas páginas e Tom Wolfe escreveu "Fogueira das Vaidades" sob encomenda da revista.A Rolling Stone também serviu de trampolim para a fotógrafa Annie Leibovitz, que capturou a famosa imagem de John Lennon nu, abraçado a Yoko Ono na cama, no dia de sua morte.Alguns analistas acreditam que a revista está retomando às origens da contracultura.A edição número 999 criou controvérsia com a caricatura do presidente George W. Bush na capa com o título: "O pior presidente da história?".CirculaçãoA revista lançou sua primeira edição na China este ano, mas enfrenta cada vez mais competição em casa, com revistas como Vibe e Blender.Mesmo assim, a quarentona mantém o primeiro lugar nos Estados Unidos com circulação de 1,3 milhão de exemplares.Segundo DeCurtis, mais importante do que a circulação é o fato da revista "ter se mantido independente"."Ela não é propriedade de empresas como Conde Nasté ou Time Warner, mas de uma pessoa. Por isto tem mais personalidade do que a maioria das revistas e é por isto que continua viva," acredita.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.