Revista consagra Marky como o melhor DJ de 2000

Nunca houve um DJ como Marky no Brasil. Há pouco menos de dois anos, uma reportagem do Fantástico atestava seu status de vencedor em Londres, terra do drum´n´bass que o rapaz da zona leste venera. Na ocasião, ele era "o DJ do mês" em revistas como The Face, Muzik e i-D. Para qualquer outro, tal reconhecimento seria o ponto máximo de uma carreira. Não para Marky. Londres ficou pequena para ele, que se tornou um dos maiores DJs do mundo. É oficial. Marky foi eleito na semana passada o melhor DJ internacional de 2000 pela revista especializada Knowledge, da Inglaterra, em festa com cobertura de canais das TVs inglesa, americana e francesa. "Só não tinha cobertura brasileira, como sempre", ele conta. O DJ paulista venceu os americanos Craze e Dieselboy na premiação, que foi apresentada por Goldie e ocorreu há duas semanas no Po Na Na Hammersmith (antigo Hammersmith Palais)."Um festão", lembra. Ele mal sabia falar inglês quando entrou na ponte-aérea São Paulo-Londres. Hoje sua secretária eletrônica traz mensagem na língua de Goldie e Roni Size. "Tornou-se necessário", explica. O DJ costuma receber mais convites para tocar no exterior que no Brasil. E a tendência é sua fama aumentar ainda mais. Bryan Gee, dono do selo inglês V Recordings, que o "descobriu" em 1998 tocando no Lov.e, diz que "Marky é o maior talento a surgir em anos".Nesta semana, ele embarca para Miami para participar da Winter Music Conference, um dos principais eventos internacionais da música eletrônica, que em edições anteriores ajudou a projetar Chemical Brothers e Fatboy Slim nos EUA. Aproveita para lançar na América o Brasil EP, compacto recém-lançado pelo V Recordings que traz faixa de Max de Castro, remixes de Marky, Xerxes e Patife, além da primeira composição do DJ, a faixa Tudo, que ganhou um videoclipe feito na Inglaterra. "Parece que o pessoal gostou, porque já está tocando na MTV", ele diz.

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