Rodrigo Garrido/Reuters|Som Livre/Divulgação|Monalista Lins/Estadão
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Relembre os principais nomes da música que morreram em 2021

Cantores, instrumentistas e compositores de variados gêneros nos deixaram ao longo do ano; ouça às suas obras

André Carlos Zorzi, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2021 | 14h00

O ano 2021 ficou marcado pela morte de diversos artistas importantes da música nacional e internacional. Alguns foram vitimados pela pandemia, morrendo em decorrência de complicações da Covid-19, mas também houve perdas chocantes como a da cantora Marília Mendonça, que tinha apenas 26 anos de idade.

Relembre abaixo alguns dos principais nomes da música que morreram em 2021.

Marília Mendonça

Uma queda de avião em 5 de novembro vitimou Marília Mendonça, que tinha apenas 26 anos e vivia o auge de sua carreira. Após emplacar sucessos como compositora na voz de duplas sertanejas mais consolidadas, lançou carreira solo em 2014 e fez sucesso com Infiel, uma das músicas mais tocadas no Brasil em 2015. Em 2019 foi a artista brasileira mais ouvida em um ranking feito pelo YouTube, e a 13ª em todo o planeta. No mesmo ano, venceu um Grammy Latino. Segundo o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) Marília Mendonça deixou 324 músicas e 391 gravações dela e de parceiros cadastradas.

Agnaldo Timóteo

O cantor Agnaldo Timóteo, uma das maiores vozes influenciadas pelo canto da chamada 'Era do Rádio', também marcado por declarações polêmicas e passagem pela política, morreu após algumas semanas internado em um hospital no Rio de Janeiro em decorrência da Covid-19, em 3 de abril de 2021.

Charlie Watts

Charlie Watts, o mais discreto integrante dos Rolling Stones "faleceu pacificamente, cercado por sua família", aos 80 anos, em 24 de agosto de 2021. Semanas antes de sua morte, a banda havia anunciado que o músico ficaria de fora de parte de uma turnê em decorrência de motivos médicos. O baterista se notabilizou como baterista de rock e jazz ao longo da carreira, também era um dos pilares da composição visual do grupo ao lado de Mick Jagger.

Sebastião Tapajós

Sebastião Tapajós sofreu um infarto agudo do miocárdio e morreu em 3 de outubro, aos 79 anos de idade. Considerado um dos principais violinistas da história do Brasil, fez sucesso internacional a partir dos anos 1970. "Tom Jobim, Baden Powell e eu deveríamos ter um reconhecimento do Itamaraty pela divulgação que fazemos do País lá fora", opinava, em vida, o músico que carregava em seu nome também a região em que nasceu, no Estado do Pará.

Nelson Freire

No mundo do piano, Nelson Freire nos deixou em 1º de novembro, aos 77 anos, após sofrer concussão cerebral ocasionada por uma queda em sua casa. Considerado um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, tocou nos principais palcos espalhados pelo mundo e chegou a ser tema de um documentário de João Moreira Salles no início dos anos 2000.

João Carlos Assis Brasil

Meses antes, em 6 de setembro, morreu João Carlos Assis Brasil, pianista versátil e sem preconceitos que deixou gravações de referência de autores como Ernesto Nazareth e Villa-Lobos.

Monarco

O mundo do samba sofreu com algumas baixas importantes, como Monarco, presidente de honra da Portela, que nos deixou após algumas semanas internado em decorrência de uma cirurgia no intestino, aos 88 anos, em 12 de dezembro. Presente na escola de samba desde a década de 1950, teve diversos sucessos entoados pela voz de outros cantores, como Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Beth Carvalho.

Nelson Sargento

O veterano Nelson Sargento se foi em 27 de maio, aos 96 anos de idade, uma semana após ser internado com Covid-19. Ele também tratava um câncer desde 2005. Presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira desde 2013, aprendeu a tocar violão com mestres como Cartola e Nelson Cavaquinho, fez parte da vida carnavalesca do Rio e compôs mais de 400 canções ao longo da carreira.

Dominguinhos do Estácio

Outra perda entre os compositores de sambas-enredo foi Dominguinhos do Estácio, em 31 de maio, após cerca de 20 dias internado por conta de uma hemorragia cerebral, aos 79 anos. Conquistou cinco títulos da elite do carnaval carioca como intérprete, sendo o mais célebre Liberdade, Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós, pela Imperatriz Leopoldinense, em 1989.

Bunny Wailer

No mundo do reggae, outras perdas históricas. Bunnny Wailer, um dos integrantes do trio The Wailers, ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, na década de 1960, morreu aos 73 anos na Jamaica, em 2 de março. Após o fim do grupo, seguiu carreira solo, chegando a ganhar três prêmios Grammy na década de 1990 (em um total de cinco indicações na carreira).

Lee 'Scratch' Perry

Lee 'Scratch' Perry, nome icônico do gênero dub, se foi em 29 de agosto, aos 85 anos. Além do trabalho como produtor ao lado de nomes como Bob Marley, Peter Tosh, Bunny Wailer, Max Romeo e sua banda, The Upsetters, ultrapassou barreiras musicais ao trabalhar com figuras de outros gêneros, como Keith Richards, do Rolling Stones, e os grupos Beastie Boys e The Clash.

Genival Lacerda

Logo no começo de 2021, em 7 de janeiro, o músico Genival Lacerda se foi em decorrência da Covid-19, doença pela qual estava internado desde 30 de novembro do ano anterior. Nome conhecido do forró, teve sucessos como Severina Xique Xique e De Quem É Esse Jegue.

Cassiano

Em 7 de maio, o cantor e compositor Cassiano morreu em decorrência do novo coronavírus. Expoente da soul music brasileira nos anos 1970, foi autor de músicas como Primavera e Eu Amo Você, cantadas por Tim Maia. Também teve parte de sua obra interpretada por outros grandes nomes como Marisa Monte, Djavan, Alcione e Gilberto Gil.

Michael Nesmith

Aos 78, o guitarrista Michael Nesmith, da formação original do The Monkees, faleceu em 10 de dezembro de 2021 por causas naturais. Considerado o 'Monkee introspectivo', chegou a participar da turnê The Monkees Farewell Tour, entre setembro e novembro de 2021, ao lado de Micky Dolenz, agora o último sobrevivente da banda.

Terence Wilson

Terence Wilson, mais conhecido como Astro, da banda UB40, morreu em 7 de novembro, aos 64 anos. O grupo ficou marcado pelo cover de Red Red Vine no Reino Unido durante a década de 1980.

Joey Jordison

Em 27 de julho, o baterista Joey Jordison, conhecido por sua passagem pelo Slipknot, morreu enquanto dormia, aos 46 anos. Fora da banda desde 2013, quando foi substituído por Jay Weinberg em saída conturbada, ficou marcado pelo uso de pedais duplos e pelos momentos do show em que tocava bateria quase de "cabeça para baixo" em um painel giratório.

Dudu Braga

Filho do cantor Roberto Carlos, Dudu Braga morreu em 8 de setembro, aos 52 anos, enquanto tratava um câncer no peritônio. Além de produtor musical, o artista também tocava bateria com a banda RC na Veia, especializada em releituras das músicas do 'rei'.

Pat Martino

Aos 77 anos, Pat Martino morreu em 1º de novembro de 2021. Quando era um dos mais aclamados guitarristas de jazz, aos 35 anos de idade, o músico sofreu um aneurisma e precisou passar por uma cirurgia que o deixou sem memória. Por conta disso, precisou 'reaprender' a tocar o instrumento nas décadas seguintes, quando lançou novos trabalhos.

Letieres Leite

Letieres Leite, arranjador, compositor e instrumentista que trabalhou com nomes como Ivete Sangalo e Ed Motta, morreu aos 61 anos em 27 de outubro de 2021. Ele vinha comandando também o Instituto e a Orquestra Rumpilezz na Bahia.

Zezinho Corrêa

Zezinho Corrêa morreu em 6 de fevereiro, também por conta de complicações causadas pela Covid-19. O amazonense fez sucesso nos anos 1990 com seu grupo, o Carrapicho, conhecido pelo hit Tic Tic Tac (Bate Forte o  Tambor).

Alan Lancaster

Em 26 de setembro, morreu Alan Lancaster, baixista e um dos fundadores da banda de rock Status Quo, na qual permaneceu entre 1962 e 1985, quando foi substituído por John Edwards nas décadas seguintes. Em 2013, a formação clássica voltou a se reunir para algumas apresentações.

Irmão Lázaro

Dono de milhões de visualizações em suas músicas nas plataformas digitais, Irmão Lázaro, cantor gospel e então vereador da cidade de Salvador, capital da Bahia, morreu em 20 de março de 2021, após quase um mês internado com Covid-19.

Maurílio 

O cantor sertanejo Maurílio Ribeiro, de 28 anos, morreu na tarde do dia 29 de dezembro em decorrência de um tromboembolismo pulmonar. Ele sofreu um mal súbito dias antes, enquanto gravava seu DVD e foi socorrido pelo produtor e por Luiza, sua dupla. Maranhense de Imperatriz, ele ficou conhecido pela música S de Saudade, em parceria com Luiza e Zé Neto e Cristiano. 

 

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