Relatório diz que Jackson não foi maltratado na prisão

O delegado do condado de Santa Bárbara disse ontem que estava respaldado por um atestado da promotoria que dizia não existirem provas de que as autoridades e os funcionários da cadeia haviam maltratado Michael Jackson quando o cantor se entregou à polícia após ser acusado de abuso sexual de menores. O documento conclui que não houve conduta criminosa durante os contatos com Jackson, disse o delegado Jim Anderson durante uma coletiva de imprensa. A história tinha sido divulgada na mídia há uma semana. "Depois de conversar com 163 testemunhas e passar mais de 2.500 horas investigando, a Central de Investigação da Califórnia concluiu que o Sr. Jackson não foi maltratado pelos funcionários da delegacia de Santa Bárbara", disse Anderson.Jackson afirmou em dezembro, durante uma entrevista para o programa 60 Minutos, que havia sido tratado com falta de cuidado quando se entregou, em 20 de novembro. O delegado negou tais alegações e iniciou uma investigação, que "forneceu uma clara defesa para nossos funcionários", disse o delegado. O advogado de Jackson, Thomas Mesereau Jr., ressaltou na corte na semana passada que o cantor nunca fez uma reclamação formal sobre o tratamento que recebeu na delegacia, tampouco pediu uma investigação sobre o assunto. O julgamento de Michael Jackson, de 45 anos, está marcado para começar em 31 de janeiro de 2005. Ele se declarou inocente das acusações de abuso sexual de menores e pagou uma fiança de US$ 3 milhões para ficar em liberdade.

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